TV Globo comprova que bombom de licor, remédio homeopático e antisséptico bucal podem dar positivo no teste do bafômetro

Uma dúvida que persegue os motoristas brasileiros desde que os bafômetros passaram a ser usados pela polícia: qual é a quantidade de bebida alcoólica que pode ser tomada, e quanto tempo antes de pegar no volante?

A questão aumentou de importância com a lei de 2008 que só permitia o registro de até 0,6 grama de álcool por litro de sangue no teste do bafômetro, e se agravou com a nova lei seca, que reduziu o índice para quase zero.

E ainda agravou as punições.

Os especialistas consultados não conseguem dar respostas precisas à pergunta que abriu meu texto: alegam – e com razão – que vários fatores interferem nos resultados.

O Jornal Hoje, telejornalístico dos inícios das tardes via TV Globo, apresentou em 30/01/2013 uma matéria com a finalidade de ajudar o telespectador a compreender a questão – e evitar problemas.

O texto está disponível no site g1.globo.com e não é igual ao que é falado no vídeo, mas é bem próximo; pela utilidade geral, transcrevo-o quase na íntegra (excluí o primeiro parágrafo, que era apenas uma apresentação):

Com a nova Lei Seca, se o bafômetro apontar 0,05 mg/l de álcool, o motorista paga uma multa de quase R$ 2 mil, perde a carteira por um ano e o carro ainda pode ser apreendido. Um exemplo: para um homem de 90 kg, basta uma dose de bebida destilada para atingir esse limite de 0,05 mg/l. No caso da cerveja, duas latas são suficientes. 

A mudança na lei trouxe uma dúvida: será que o bafômetro aponta se a pessoa comeu um bombom de licor ou tomou um remédio homeopático, daqueles que contem álcool? Com a ajuda da Polícia Rodoviária Federal e de voluntários, o Jornal Hoje fez o teste com os dois produtos e também com a cerveja. 

O bombom de licor acusou 0,42 mg/l. Isso significa que o motorista estaria preso em flagrante por ingerir bebida alcoólica. O remédio homeopático também daria cadeia – 0,37 mg/l. Por último, a bebida alcoólica. Uma única lata de cerveja registrou 0,48 mg/l, também ultrapassando o limite permitido. 

Entretanto, o motorista que comeu um bombom com licor, tomou remédio homeopático ou usou antisséptico bucal com álcool, por exemplo, tem o direito de refazer o teste do bafômetro. A própria polícia recomenda que ele seja feito 15 minutos depois da primeira vez. Isso porque nesse intervalo de tempo a pequena quantidade de álcool que tem nesses produtos desaparece do organismo. 

Quinze minutos depois do primeiro teste, o Jornal Hoje refez as experiências com o policial que comeu bombom de licor e com o rapaz que bebeu cerveja. No policial, a quantidade de álcool, que era de 0,42 mg/l, foi pra zero. Já no homem que bebeu cerveja, a quantidade álcool caiu de 0,48 mg/l para 0,12 mg/l – mesmo assim ele seria enquadrado na nova Lei Seca e perderia o direito de dirigir.”.

Para acesso ao texto e vídeo, cliqueaqui.

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