Luís Fernando Veríssimo recria um conquistador traído e suas aparências: “o homem é julgado por quem o substitui”

Luís Fernando Veríssimo foi o personagem de longa entrevista da revista Playboy (dezembro de 2011), onde disse que 80% dos textos atribuídos a ele, que circulam na internet, são falsos.

Contou até que, ao ser elogiado por um texto falsificado, foi maltratado pelo interlocutor depois de dizer que não era o real autor.

Arnaldo Jabor, que talvez dispute com ele o título de Mais Falsificado Na Internet, também já contou ter passado por reação idêntica do público. Leia o resto deste post »

Joaquim sai de moda (a escolha dos nomes de bebês depende de época e modismo)

Dia desses passou por mim, dentro de um supermercado belo-horizontino, um menino lá pelo seu primeiro ano de vida, tentando aprender a andar, dando umas corridinhas meio descontroladas, desajeitadas, experimentando a alegria dos primeiros passos.

Atrás dele corria a mãe – ou quem fazia o papel dela –, preocupada; falava, gritava, gesticulava:

— Cuidado, devagar. Espere, Joaquim!

A cena não é, obviamente, inusitada, mas não me lembro de ter observado outro caso recente de criança com tal prenome.

Joaquim é um nome que só associamos aos portugueses ou aos velhos brasileiros. Caiu de moda, ficou feio – ou ganhou a fama de feio. Leia o resto deste post »

Fabiana Murer voando sobre o sarrafo (uma foto que merece se espalhar na internet)

Fabiana Murer, de 30 anos, é candidata a Atleta do Ano 2011. No Campeonato Mundial de Atletismo de 2011, realizado em Daegu, na Coreia do Sul, ganhou a medalha de ouro no salto com vara, a primeira do Brasil em Campeonatos Mundiais da IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo). Ilustro meu blog com esta belíssima imagem de um de seus saltos (terá sido o salto campeão?). O fotógrafo também merece uma medalha, juntamente com o seu equipamento.

Pedro Nava analisa, belamente, a incoerência no uso de palavras obscenas

“Palavras obscenas”, “nomes feios”, são conceitos temporais; ofendem as pessoas de uma época, mas podem ser ouvidos com naturalidade em outra.

Algumas palavras que já foram classificadas como obscenas mudaram de sentido ou geraram, por derivação, novos vocábulos que perderam o vínculo com a origem e saem de todas as bocas sem preconceitos.

E também geram incoerências, como magistralmente observou o escritor mineiro Pedro Nava (1903-1984), considerado o pai da memorialística, que abordou a questão no segundo dos seis livros que se tornaram símbolo do próprio gênero literário. Leia o resto deste post »

Interpretações sobre o taxista do bairro de Santa Tereza, Belo Horizonte, que faltou ao compromisso de pegar o passageiro-vizinho

Ó inveja da honestidade dos povos do Primeiro Mundo!

São uns felizardos que podem desgrudar o olhar da mala nos aeroportos, ou cancelar uma conta de celular sem que o teleatendente derrube a ligação depois de uma hora de tentativa. Et coetera, etc, et coetera.

Eles sabem que o compromisso assumido por um conterrâneo será cumprido na hora certa. E quando isso não acontece, desculpam antecipadamente o autor, pois sabem que somente um imprevisto inevitável motiva semelhante falha.

Já na terra cabralina… Leia o resto deste post »

Precipício no alto da escada do viaduto, em Santa Tereza (Belo Horizonte)

Decepciona a irresponsabilidade dos executores das obras públicas no Brasil.

O caso mais antigo de que me lembro data dos anos 1980: o alegre Gilberto, companheiro das corridas de cavalos no Hipódromo Serra Verde (Belo Horizonte) errou a saída do túnel da Lagoinha – em duplicação – e deu de frente com um ônibus. Morreu.

Era uma obra grande e mal sinalizada; eu me lembro bem deste detalhe e, mesmo se não lembrasse, certamente foi assim, pois esta é a praxe brasileira.

Apresento e comprovo um caso recente, ainda presente: a escada do viaduto José Maria Torres Leal, bairro Santa Tereza, Belo Horizonte.

Foi aberto um vão e a escada construída na metade: na outra metade, um paredão aberto, um convite para um acidente. Sequer um parapeito, uma mureta, um mero aviso. Leia o resto deste post »

Humberto Werneck conta o caso do jornalista que só conseguia evacuar se estivesse lendo alguma coisa

Alguns anos atrás, quando tive algumas dificuldades, digamos, hemorroidárias, fui aconselhado pelo médico a não levar leitura para o banheiro, mais especificamente para a hora da defecação.

Ele não me convenceu de todo, pois acho que ajuda a relaxar, mas é profissional do ramo, certamente se baseou em informações científicas (que talvez não se apliquem a todos os casos).

O jornalista, escritor e cronista mineiro Humberto Werneck tocou no assunto em sua crônica publicada pelo O Estado de São Paulo, edição de 27/11/11. Leia o resto deste post »