A guerra global ao terrorismo, de Bush, gerou a atual crise econômica

(Aproveitando para relembrar o 10º aniversário da tragédia de Nova York)

Números inteiros são adequadamente usados para relembrar eventos importantes, e o dia 11 de setembro de 2011 marca os 10 anos do maior atentado terrorista dentro dos EUA: a destruição do World Trade Center.

Joseph Nye, professor na Universidade Harvard e ex-secretário adjunto americano de defesa, escreveu em seu livro “The Future Of Power” que “uma das maiores mudanças nesta era de informação global é o fortalecimento de atores não estatais. A Al-Qaeda matou mais americanos no 11 de Setembro do que o bombardeio do Japão contra Pearl Harbor em 1941. A isso se poderia chamar de uma ‘privatização da guerra’”. Continue lendo »

TV Globo unifica o falar de nordestinos, paulistas e gaúchos (A influência da televisão na língua e no comportamento – IV)

Os sotaques regionais brasileiros correm o risco de desaparecer: a TV Globo, há décadas a maior audiência da telinha nacional, só permite um uso mínimo, discreto, restrito.

E, ainda assim, apenas na teledramaturgia, pois no jornalismo o sotaque foi praticamente inexiste, foi deletado, eliminado pelas edições.

O s sibilante do carioca, o rrrr gutural e arrastado do paulista, o falar lento do mineiro, engolindo letras e unindo palavras, só existem nas ruas do triângulo básico da geografia nacional.

Os sotaques facilmente reconhecíveis do nordestino e do sulista, suas expressões típicas e seus vocábulos exclusivos, frequentam muito as reportagens sobre costumes regionais mas inexistem na locução unificada do telejornalismo. Continue lendo »

Beijo de homem com homem, um golpe no machismo (A influência da televisão na língua e no comportamento – III)

Outro costume que vem sendo difundido pela televisão, mas que ainda está muito restrito, é o beijo de cumprimento entre homens.

E – raridade! – desta vez a influência não vem dos EUA, onde o cumprimento é bem mais formal, jamais passa do aperto de mão entre desconhecidos, independentemente do sexo.

Vem de uma normalmente modesta fonte de influência internacional: o Leste europeu.

No Brasil está sendo usado entre os jogadores de futebol e entre pais homens e filhos homens. Continue lendo »

Amiga virou cacoete de linguagem no falar brasileiro (A influência da televisão na língua e no comportamento – II)

Há alguns anos, algumas novelas brasileiras começaram a usar a expressão amiga nos diálogos entre mulheres, como substituto do nome.

— Ei, amiga! Você viu como a Fulana tá mal vestida hoje?

— Amiga, tu tá um tesão com essa saia vermelha, bah! (esta poderia ser extraída de alguma telenovela gaúcha, se houvesse alguma).

Será que vai pegar?”, pensei, quando a onda começou.

Não chegaria ao exagero de dizer que esteja largamente difundida, mas realmente pegou, pois tem uso frequente nas conversas populares. Continue lendo »

Brasileiros banalizaram o Eu Te Amo por culpa do inglês (A influência da televisão na língua e no comportamento – I)

Amor e love não são a mesma coisa.

Na tradição luso-brasileira o conceito de amor é bem definido: atração física entre homens e mulheres.

A palavra também é aplicada naturalmente na relação entre o Deus católico e suas crias humanas, ou entre pais e filhos. E situações bem assemelhadas.

Já o inglês love tem um sentido bem mais amplo, bem mais próximo de gostar do que de amar. Continue lendo »

Decepções com a espécie humana: para cada pessoa solidária existem incontáveis brutos e agressivos

Num mesmo único dia, lá pelos anos 80, conheci duas pessoas diametralmente diferentes: um homem solidário e outro agressivo.

O primeiro foi na barragem da Pampulha, em Belo Horizonte: meu carro Fiat 147 estragou na única passagem então existente daquela região da capital mineira, e um solidário com conhecimentos de mecânica parou para me ajudar.

Merece até uma citação um pouco mais aprofundada: chamava-se Zé Rosa e era mecânico de aviões. Seu prazer, seu barato, era parar para ajudar motoristas em dificuldade. Continue lendo »

Uma questão de segurança pública: animais soltos nas estradas e ruas

Dia desses, eu subia uma rua do bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte (caminho único daquela região para a estrada que liga a capital mineira ao Rio de Janeiro), quando tive que reduzir a velocidade do carro porque uma manada de vacas passeava pela pista.

Só não pastavam porque não é fácil tirar capim do asfalto…

Acidentes nas ruas e estradas brasileiras, causados por animais soltos, são fatos corriqueiros, assim como mortes de motoristas e passageiros inocentes. Continue lendo »