Algumas leis pegam, outras não. Como ficará a proibição do uso de sacolas plásticas no comércio?

O jornal Estado de Minas aproveitou o início da vigência (no dia 01/03/2011) da lei municipal 9.529/2008, que proíbe o uso de sacos plásticos no comércio de Belo Horizonte, e fez uma matéria sobre as leis que funcionam e as que não funcionam.

Conta a repórter Flávia Ayer: “Grande parte desse calhamaço de leis certamente passa em branco na vida da população, outra parcela é conhecida mas ignorada e um pequeno número cumprido à risca. Pisar em cocô de cachorro na rua desperta ódio em qualquer mortal, ainda mais ao saber que, além de ato de cidadania, recolher as fezes do animal é lei que não decolou na capital mineira. Os donos de cães em BH figuram também entre os que ignoram a norma que obriga o uso de focinheiras e coleiras pelos bichos de estimação, como é possível comprovar num passeio em pistas de cooper e parques da cidade. As letras da lei também ainda não foram capazes de equilibrar o conflito entre barulho e sossego em BH. Continue lendo »

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A proibição do uso de sacolas plásticas no comércio é uma consequência do mau uso

Matérias da mídia, disponíveis no super-arquivo mundial da internet, garantem que Belo Horizonte é a primeira capital brasileira a proibir o uso de sacos plásticos no comércio.

A lei municipal 9.529/2008, de autoria do vereador cego Arnaldo Godoy, entrou em vigor em 1º de março deste 2011.

Uma medida que seria desnecessária se as pessoas fossem sensatas, se não abusassem, se compreendessem os aspectos negativos do uso exagerado do plástico. Continue lendo »

Bin Laden tenta forçar a entrada na Porta do Paraíso

Com a morte de Bin Laden, alguns brasileiros ficaram órfãos: os comediantes.

Por coincidência, o Casseta e Planeta saiu da grade da TV Globo poucos meses antes; não fosse assim, o personagem Osama, interpretado por Reinaldo, perderia a razão de existir.

Provavelmente seria explodido pela personagem Jurema, do Hubert, ou pelo primo Osama, do Hélio de La Peña.

Mas o mesmo não aconteceu com o melhor especialista em charges animadas da internet, Maurício Ricardo.

Ainda vai criar algumas para encerrar o ciclo; a primeira da série pós-morte saiu no dia 03 de maio e recriou a chegada do Bin (dizem que esta palavra deve ser escrita em letras minúsculas pois não passa de um conectivo) às portas do Paraíso. Continue lendo »

A gastronomia da serrana Genny de Ávila Rodrigues foi a manchete de um jornal de Belo Horizonte

A matéria de mais destaque da edição de 06/05/2011 do jornal O Tempo, diário de Belo Horizonte, foi a gastronomia mineira; a foto da capa mostrou as filhas e netas de Genny de Ávila Rodrigues, mineira da histórica cidade do Serro, falecida em dezembro de 2008.

Dona Genny, mãe deste blogueiro, foi uma mineira bem típica de sua geração: interiorana, professora primária, família de estilo tradicional. Cuidava dos afazeres domésticos e cultivava hábitos salutares como a leitura e a gastronomia.

Sua biografia está disponível no meu blog original (http://marcio.avila.blog.uol.com.br), pesquisando pela data de 19/12/2009.

Transcrevo abaixo a matéria d`O Tempo, intitulada “Registros revelam forma de sociabilidade”: Continue lendo »

Excesso de oferta de emprego atrai incompetentes (fenômenos da economia brasileira contemporânea)

Cena urbana: o sinal vermelho se acende para os carros num movimentado cruzamento de duas avenidas de Belo Horizonte e um rapaz abre uma faixa publicitária, de pano, para chamar a atenção dos ocupantes dos automóveis das primeiras filas.

A mensagem da faixa: “Contrato corretores de imóveis, com ou sem experiência. Ligue 3082-6679”.

O puxador de faixa repete o ritual há pelo menos duas semanas (escrevo em meados de março de 2011).

A oferta é um indicativo do novo fenômeno da economia brasileira, que é a deficiência de mão de obra. Continue lendo »

Separar a Infraero da política é a única alternativa para o caos aéreo

Não sou — longe disso — um modelo de pontualidade, mas até recentemente tive poucos problemas por chegar aos aeroportos faltando menos de uma hora para o embarque (já cheguei 30 minutos antes, sem consequências).

Agora preciso de mais antecedência: a mudança da política comercial das novas empresas elevou o fluxo de passageiros, e os aeroportos estão sobrecarregados.

E já passamos por várias crises aéreas, sempre por culpa da Infraero, órgão governamental que controla o setor.

E a mídia há muito já diagnostica a causa da ineficiência: politicagem.

Para o governo Lula, a Infraero era o principal atrativo para segurar os votos do maior partido aliado, o PMDB.

Mas os problemas se agravaram e o governo está anunciando uma reforma para o setor. Continue lendo »

Comportamentos urbanos brasileiros: o puxadinho

O apelido pegou: puxadinho é uma extensão dos barracos, nos morros urbanos e periferias das cidades brasileiras, para novos compartimentos ou novas moradias.

As famílias vão aumentando desordenadamente — com frequência, por via das adolescentes grávidas — e precisam de mais espaço para os filhos que nunca saem de casa, para os novos bebês e até para os eletrodomésticos comprados a prestações que se perdem de vista. Ou comprados barato, de origem desconhecida. Ou sabidamente roubados.

Toda enxurrada leva morro abaixo puxadinhos e barracos em algum lugar do país. Cíclico e rotineiro.

E o Brasil são dois Brasis: nos imóveis legalizados, as prefeituras fiscalizam e exigem registro de qualquer obra, abrem processos, cobram multas, usam até o Google Earth para identificar as não declaradas. Continue lendo »