Milhões de jovens brasileiros vive dos subempregos e comprometem seu futuro

No final de 2011, no aeroporto de Porto Alegre, passo em frente a um balcão de venda de assinaturas de revistas e sou chamado, como todos os passantes, pelos vendedores (sempre jovens).

— Ei, cliente da Azul, vem cá! — chamou a moça.

Normalmente eu não dou atenção, passo distante destes balcões (geralmente representando a Editora Três, que tem a revista semanal Isto É como destaque), mas achei curiosa a forma como ela me chamou, pois realmente eu era um passageiro desta nova empresa que está derrubando os preços das passagens, estimulando-nos a viajar cada vez mais e a congestionar o tráfego aéreo.

Aceitei a abordagem e ela começou a fazer as perguntas previamente treinadas:

— Aceita uma revista, senhor? É gratuita.

Peguei a revista, ainda na dúvida, e veio a pergunta mais ousada, comprometedora:

— Qual é o cartão de crédito que o senhor possui?

— Ah, você está vendendo assinaturas. Não quero não.

Ela insistiu em me dar uma revista, mesmo com o aviso prévio de que não conseguiria me vender uma assinatura; e continuou tentando me convencer – sem sucesso.

O episódio teve a utilidade de me fazer pensar, uma vez mais, sobre a quantidade de jovens que fazem pequenos serviços no Brasil, mas que não estão profissionalizados e nem mesmo vinculados a alguma empresa.

E, em consequência, distantes dos órgãos previdenciários.

São subtrabalhadores, subempregados, subprofissionalizados, subqualificados.

A simpática mocinha que não teve sucesso com o truque de me vincular à companhia aérea que me levara à capital gaúcha certamente trabalha horas e horas por dia para ganhar uma pequena percentagem sobre as assinaturas vendidas…

… e certamente recebe pouco dinheiro, não tem vínculos empregatícios, a experiência obtida é irrelevante, e não se profissionaliza.

Pode apenas dizer: “é melhor do que nada, do que ficar sem trabalho algum”.

E quantos estão em situação semelhante? Milhares, centenas de milhares.

Ou talvez estejam na estratosfera do milhão, pois a categoria poderia incluir outros trabalhadores assemelhados, como os vendedores de carnês e os televendedores virtuais.

E ainda os jovens que ganham “gorjetas”, trocados, por trabalhos que dispensam qualquer treinamento ou capacitação, como o exército de entregadores de folders publicitários aos transeuntes e aos motoristas parados nos sinais de trânsito.

Em comum a todos eles, o afunilamento do futuro: a dificuldade de ganhar um salário digno e, através dele, obter moradia segura, alimentação adequada, formação escolar razoável e garantia de atendimento médico às inevitáveis doenças.

Além de uma velhice – também inevitável – humanitariamente assistida, pelo menos.

Tal extrato da juventude forma uma multidão existente em qualquer cidade brasileira; um exército de jovens que não consegue perceber – a tempo de agir – as consequências futuras, entre elas a dependência completa ao Poder Público brasileiro, que é tradicionalmente ineficiente e incapaz de atender as demandas reais da população.

Um ato de desrespeito e de desprezo à propriedade alheia: colar ou pregar material de propaganda sem autorização

Na década de 1980 comprei meu segundo carro: um Fiat 147, usado, fabricado em 1978, modelo popular da fábrica italiana recém-instalada em Betim, na região metropolitana de minha Belo Horizonte.

Algum tempo depois recebi pela caixa de correio uma propaganda com um plano de revisão barato, enviado pela Cobrasa, a maior ou única concessionária da fábrica em Belo Horizonte.

Jovem ainda, pouco vivido, acreditei que era a oportunidade de fazer uma boa revisão no carro, segura e barata (o preço anunciado no prospecto era convidativo).

O carro voltou com um monte de itens cobrados à parte, uma marca de colisão que não existia antes, e uma placa de propaganda da própria concessionária (a lataria foi furada para a colocação de parafusos).

Mandei uma carta de reclamação, de duas páginas, para a Fiat e para a concessionária.

Jamais foram respondidas e a concessionária ainda incluiu meu nome no cadastro para propostas de negócios; posteriormente me telefonaram e, quando informei que não mais negociaria com eles, o vendedor deu um showzinho engana-trouxa: gritou para um suposto alguém ao lado que eu estava prestando uma queixa formal contra, nada mais nada menos, o recepcionista que registrou a entrada do meu carro.

Parece que a Cobrasa não existe mais; já vi este nome ligado a uma empresa de outro ramo.

Focando na questão da plaqueta publicitária que furou minha lataria, observo que casos semelhantes fazem parte do cotidiano do brasileiro.

Me lembrei do velho caso ao encontrar um adesivo de propaganda no interfone de minha casa, com o nome e telefone de um especialista em consertar este tipo de aparelho.

Tentei arrancar a unha e não tive sucesso; concluí que o “especialista” deve ter feito uma bela pesquisa de mercado para conseguir um adesivo difícil de ser arrancado, que gruda com força.

E certamente jamais passou pela cabeça dele, ou de quem mais comete irregularidade assemelhada, pedir autorização para estragar uma propriedade alheia.

Infelizmente é da índole dos brasileiros não aceitar a culpa quando precisam explicar casos como este, e usam subterfúgios como o “prejuízo meramente estético”. Os mais surrealistas são até capazes de acreditar que estejam fazendo um favor ao dono do automóvel, da casa ou de qualquer propriedade usada com a mesma finalidade, pois o “prejudicado” estaria ajudando um ser humano a lutar pelo seu trabalho, pelo seu ganha-pão.

A negação da responsabilidade por um pequeno delito abre o caminho para o delito maior: encontrar subterfúgios, desculpas, ou explicações decorrentes de interpretação pessoal, é sempre fácil. São só palavras.

A continuar assim, a palavra furto pode desaparecer no futuro; o único sinônimo que vai sobrar nos dicionários e no código penal é o roubo, que é um crime óbvio, por causa da mão armada.

Até porque, se este crime for legalizado, a sociedade vai se auto-explodir, pois não haveria mais um futuro viável.

O para-choque da Kombi é o joelho do motorista – um modelo de carro inseguro, ultrapassado, e com frequência mal cuidado

O telejornalístico Bom Dia Minas, de 10/11/2011, anunciou que “uma Kombi pegou fogo e parou o trânsito da Avenida Nossa Senhora do Carmo”, em Belo Horizonte, o que causou um “engarrafamento que reflete desde o centro da cidade”.

O caso serviu de exemplo para introdução e argumentação, é um entre incontáveis outros pois a Kombi é um automóvel frequentemente envolvido em acidentes, por mau uso como também pela fragilidade do modelo.

Tem a fama de sofrer, com frequência, incêndios espontâneos, o que não parece simples boato: o site www.flashbackers.com.br atribuiu o problema a um passa-fio existente na parede entre os compartimentos de motor e de passageiros, por onde passava o grosso cabo que leva corrente elétrica para o motor de partida.

Sua arquitetura o torna perigoso em caso de batida frontal pois a frente se resume a uma chapa de lataria, o que gerou uma antiga brincadeira: o para-choque da Kombi é o joelho do motorista. O que inclui o joelho do eventual passageiro do banco da frente.

Ademais, encontrar alguma Kombi parada em qualquer cidade brasileira, com defeito mecânico, atrapalhando o tráfego, é coisa de rotina.

Aqui a explicação é geralmente outra: o elevado percentual de veículos velhos e mal cuidados.

O caso mais típico que conheci foi o do veterano seu Zé da Kombi, que sobrevivia na década de 1990 fornecendo serragem para os cavalos do Hipódromo Serra Verde (que faliu – o hipódromo e não Seu Zé, que já era um falido natural – e deu lugar para a atual Cidade Administrativa, sede do governo mineiro).

Seu Zé circulava com o seu cacareco pelos bairros do distrito de Venda Nova, comprando ou ganhando raspas das serrarias que ensacava e entregava no Jockey a preço que parecia insuficiente para o seu sustento – pelo menos era o que indicava o estado precário de sua Kombi.

Por onde trafegava certamente punha em risco pedestres e os demais carros, mas estava sob o olhar complacente dos moradores e autoridades, apiedados com o esforço dele (e de qualquer trabalhador braçal) pela sobrevivência.

O mesmo site citado (flashbackers) conta a história e analisa as características da Kombi, claramente um modelo antigo que já deveria ter saído das linhas de produção, mas que ainda é popular e é fácil de entender o porquê.

Por possuir um grande espaço interno, inteiramente coberto, que protege o interior de chuva e dificulta o acesso de mercadorias aos ladrões, é uma ótima opção para pessoas mais simples fazerem pequenos serviços.

Mas o grupo socioeconômico que tem Seu Zé como membro certamente ganha pouco e não sabe administrar finanças pessoais, e a manutenção de um veículo automotor se torna uma dificuldade, em muitos casos uma impossibilidade.

E a experiência de vida me ensinou que tais veículos são, com elevada e assustadora frequência, dirigidos por motoristas ruins, um risco em potencial para o tráfego e para os pedestres.

E o viciosíssimo ciclo se fecha: os motoristas/proprietários ganham mal e não investem na manutenção do equipamento nem na melhoria de sua própria qualidade de vida, realimentando o círculo.

Pânico e CQC são renovações humorísticas em risco de envelhecimento (O humorismo na televisão contemporânea – III)

O humorismo televisivo foi, por décadas, fruto de um formato básico: um auditório, muitos atores/atrizes, quadros independentes ou vinculados a um núcleo central, piadas de temática preconceituosa e geralmente erotizadas, beldades pouco vestidas.

O formato ainda existe, mas convive com outros; são fatores de mudança as novas opções de entretenimento que usam o aparelho de televisão (videocassetes, DVDs, tv a cabo), a internet e o ideário do politicamente correto. O velho formato, de tronco virou ramo.

Remanescem o Zorra Total (TV Globo) e a Praça é Nossa (SBT).

Outro fator da mudança da fórmula foi o uso de filmagens externas, promovendo maior aproximação com o público, com as ruas brasileiras.

E por esta via apareceram as novidades, como o Pânico na TV, o CQC e as “pegadinhas”.

O Pânico era um programa de duas horas da Rádio Jovem Pan, de São Paulo, que virou sucesso e carro-chefe da programação da menor das cinco redes nacionais de TV, aquela que tem o original nome de RedeTV. Neste 2012 se transferiu para a Band.

Ainda tem boa audiência, mas está decadente e já apelando para golpes de marketing (como brigas internas de duvidosa veracidade), tentativa desesperada de ganhar atenção.

O CQC é mais recente mas atravessa maus momentos, principalmente depois da pressão consequente à piada ridícula e preconceituosa do humorista Rafinha Bastos (disse ao vivo que comeria a cantora Wanessa Camargo e seu bebê, que ainda nem havia nascido) e contaminado por uma inacreditável presença maciça de merchandising da Pepsi-Cola.

As pegadinhas, quadros usados em programas variados, são os sustos aplicados a pessoas supostamente desvinculadas da equipe de televisão: os diretores dos programas vivem sob o dilema de usar ou não usar atores profissionais para o papel de “vítima”.

O SBT, de Sílvio Santos, usa a fórmula há anos e enfrentou (ainda enfrenta) consequências várias, como processos movidos por vítimas das brincadeiras, e até um caso grotesco em que o ator contratado atirou para o alto, com revólver e balas reais.

De resto, sobram poucas opções de humorismo televisivo, como a Escolinha do Gugu e Os Caras de Pau.

E existe um mais recente, que foi uma surpresa: antigo apresentador de programas pseudojornalísticos apelativos e grosseiros, o Ratinho (Carlos Massa) emplacou um formato humorístico, com quadros bem idealizados e personagens bem escolhidos (no ar de segunda a sexta ao vivo, às 21h15, no SBT).

Porque o Zorra Total permanece no ar, apesar da saraivada de críticas? (O humorismo na televisão contemporânea – II)

O Zorra Total é o último grande representante do formato clássico do humorismo televisivo: muitos atores, vários cenários, quadros independentes, músicas e paródias.

Mas já virou moda, principalmente entre os jovens, contestar a eficiência humorística do Zorra; aliás, as críticas são tão frequentes e duras que surpreende a sua manutenção na grade de programação da TV Globo.

Mas a empresa-líder do mercado televisivo é muito profissional; se o mantém, é porque ainda existe um razoável público consumidor, ainda que bem inferior ao de tempos áureos.

Um dos motivos da decepção de grande parte do público é incontornável: brasileiro gosta de palavras picantes, da erotização; gosta de rir de temas politicamente incorretos.

Para a Globo não compensa enveredar pelo caminho da apelação, pois o incremento de audiência pode não compensar o desgaste da controvérsia. A exceção é a erotização, o que nenhum veículo de mídia tem coragem de dispensar.

A opção adotada pelo Zorra, com quadros inspirados nos velhos musicais da Broadway e Hollywood, também não tem aceitação ampla, mas por outro motivo: falta de identificação com o público jovem.

O público mais velho até se encanta, pois é notória a eficiência do veterano diretor Maurício Shermann neste formato.

Mas nos quadros com personagens exagerados, caricatos, se percebe uma divisão na reação do público.

Quando a atriz Katiuscia Canoro começou a ganhar espaço com a personagem Lady Kate não me agradei, e até duvidei do seu poder de atrair público; acabei surpreendido pela informação de que as pesquisas indicavam o sucesso.

Pelo mesmo caminho segue o quadro da travesti Valéria e da feiosa-iludida Janete: eu acho chato, mas parece que uma parcela expressiva do público adora.

Em resumo, o Zorra Total tem um público cativo, mas uma grande parcela da população o detesta, e muda de canal ou desliga o aparelho depois da novela das nove, aos sábados.

E, mesmo entre aficionados, percebo que a audiência não acompanha todo o programa: quem não gosta de determinados quadros desvia a atenção ou muda de canal, ainda que apenas por alguns minutos.

Mas eu gosto do programa, e com isso viro a vítima do humorismo: riem de mim, do absurdo de alguém gostar do Zorra Total.

A onda do politicamente correto está determinando novos limites para o humorismo televisivo (O humorismo na televisão contemporânea – I)

O humorista Chico Anísio morreu em 23/03/2012, aos 80 anos; era um dos últimos gigantes do humorismo, gênero que parecia ser eterno mas está perdido, sem rumo, procurando novos formatos. E perdendo popularidade.

Tenho minha própria tese sobre a principal causa da decadência do humorismo televisivo no Brasil: a onda ideológica do politicamente correto, que não mais aceita as piadas que exploram preconceitos.

Já existiu um tempo em que as pessoas negras (agora, afrodescendentes) só apareciam no humorismo televisivo em papéis bem estereotipados; para assustar algum personagem metido a valente (por exemplo), o recurso era chamar o Negão, grande, forte e assustador.

A feiura também era tema constante nas piadas, e com frequência associada à velhice; sobrava preconceito contra as mulheres idosas, e também contra as dentuças, zarolhas, gordas.

A ridicularização certamente aumentava o estigma social contra quem se assemelhava aos estereótipos daqueles programas.

Recebi, recentemente, um e-mail que me estimulou a colocar estas análises no papel: uma foto de um casal de velhos, de costas, caminhando nus por uma praia; no texto, um engraçadinho escreveu um agradecimento ao fotógrafo por não ter feito o clique com eles de frente para a lente.

Atores e atrizes se submetiam a papéis humilhantes (na tevê) por uma questão de sobrevivência; prejudicados por uma sociedade que supervaloriza a aparência europeia e também a juventude, aceitavam — sem pensar duas vezes — os do Negão e da Véia Horrorosa.

Não que tais personagens tenham desaparecido de todo, mas a onda do politicamente correto reduziu drasticamente esta deprimente participação.

Não tenho, nem remotamente, a pretensão de indicar uma causa única para o fenômeno da decadência do humorismo televisivo; a tese da concorrência com as novas opções de entretenimento também merece respeito.

Há três décadas a programação das quatro ou cinco redes nacionais era a única opção para quem chegava em casa cansado, jantava e não se interessava por um bom livro.

Hoje pode escolher entre os canais em VHF, UHF, a tevê a cabo, DVD e internet.

O uso do título de Doutor reflete uma forma de egocentrismo, de conquista de status

Em janeiro de 1986, quando eu fiz o primeiro de meus vários estágios profissionais (medicina veterinária) junto ao Jockey Club de São Paulo, observei que outros estagiários, estudantes portanto, tratavam-se uns aos outros de “doutor”. Ou doutora.

Falavam às vezes rindo, como se fosse brincadeira, mas observei que havia algo de sério nas entrelinhas. Ou nas entrepalavras.

No fundo, estavam querendo se acostumar ao pomposo título, à expectativa de serem tratados com mais respeito e distanciamento.

E sentir o sabor de ganhar status e a sensação de subir na vida, se destacar na sociedade, sonho que já não parecia tão distante.

Essa forma de tratamento – doutor – sempre estimulou a diferenciação entre as pessoas, ao contrário de senhor, que é usada apenas por respeito à idade, ou entre desconhecidos.

Não pesquisei o histórico do uso de doutor como forma de tratamento, mas presumo que, no Brasil, já tenha sido usada quase exclusivamente para os médicos.

Talvez pelo status da medicina: ainda que, dois ou mais séculos atrás, ela fosse uma ciência limitada, às vezes até com claras semelhanças com o charlatanismo, era altamente valorizada por cuidar da saúde, um requisito para a manutenção da própria vida.

Por tal lógica, é possível que apenas os médicos tenham sido doutores no passado, mas outras categorias foram aderindo, em busca de status, respeito, diferenciação.

Também é possível que as primeiras classes a imitar tenham sido as derivadas da medicina, como a veterinária e a odontologia.

A fisioterapia é um ramo bem mais recente; a memória me lança aos mesmos anos 1980, quando observei, numa academia de ginástica, um agressivo fisioterapeuta que se referia em voz alta, a si e à sua também antipática colega, como “doutores”, para deixar claro aos clientes que esta era a forma de tratamento exigida.

Queria o título a qualquer custo, mesmo que arrancado a ferro e fogo das bocas das pessoas.

Os advogados talvez tenham sido o segundo bloco profissional a adotar o título, o que incentivou a banalização pois o número de diplomados em Direito se multiplicou espantosamente nas últimas décadas (afinal, trata-se de um curso bem mais barato e mais fácil de ser oferecido pelas universidades, pois não exige grandes espaços, hospitais-escola, equipamentos sofisticados nem cadáveres humanos).

Ser doutor perdeu importância, mas a vaidade humana não permite o desaparecimento de tal forma de tratamento.

Autoridades vaidosas e muitos empresários (por exemplo) demonstram claramente que só negociam com quem os trata desta forma, exigem ser chamados de Doutor, não de Senhor. Ou na flexão feminina, pois a mulher, ao chegar ao mercado de trabalho, absorveu os mesmos defeitos.

E por aí segue e seguirá a humanidade, com seus ególatras que perseguem a tentativa infantil, inútil, de sobressair da multidão, de parecer especial, superior, quase imortal.