A águia real virtual que parece caçar um bebê em Montreal é uma das mais famosas farsas da internet

A primeira farsa da internet que realmente me chamou a atenção foi a mentira da terapia da tosse (espalharam por todo o mundo que tossir seguidamente após o infarto ajuda na cura).

Analisei o golpe no post que pode ser acessado clicandoaqui.

Depois disso descobri farsas que recebi por e-mail e alertei quem me remeteu, sem repassar para ninguém.

Peguei o hábito de pesquisar no Google os casos suspeitos.

Mas falhei há 2 merses, quando recebi o impressionante vídeo de uma águia que caçou um bebê humano no Canadá.

Alertado pelo amigo Vander Castilho, conferi a internet e no site e-farsas descobri que o vídeo é falso e foi produzido por três alunos de um curso de Animação 3D e Design Digital da escola NAD Centre, no Canadá, que “explicaram no blog da instituição que a águia e o garoto foram criados em animação 3D e integrados ao filme com a ajuda de computadores depois, na edição”.

Do mesmo site extraí a imagem abaixo – que confesso não estar muito bem definida –, com o exato momento do falso ataque da águia.

Para acesso à análise do vídeo que me chegou com o título “Uma águia real tenta caçar um bebê em Montreal”, cliqueaqui.

aguia_falsa

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WordPress, a melhor opção atual de blog

Estou retomando – dois meses depois – a publicação de textos, ou posts, neste meu blog alternativo. Eu o uso, de fato, para republicar textos já disponíveis no meu blog original, http://marcio.avila.blog.uol.com.br.

A ideia de criar um blog alternativo surgiu quando descobri que alguns textos antigos publicados no blog UOL não estavam sendo encontrados pelo Google. Um analista investigou e concluiu que ele tinha alguma característica – ou falha – em sua arquitetura que dificultava a pesquisa Google em páginas internas.

Também me sugeriu usar o WordPress, que explicou ser a melhor tecnologia (para uso de leigos) em blogs, e então criei esta página alternativa. Gosto muito das opções que não existem no blog UOL, como o atalho “Leia Mais”, a liberdade para criação de qualquer quantidade de “categorias”, a capacidade de mudar a largura da página, a possibilidade de agendar posts e outras pequenas opções.

E tem a vantagem de ser um formato internacional. O blog UOL não tem recebido mudanças importantes de desenvolvimento pelos analistas e sempre corre o risco de algum dia ser extinto.

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O jornalismo pode estar tingido do vermelho de sangue, rosa de gay, verde-natureza e até marrom de sujo

É muito forte o simbolismo que envolve as cores, por isso elas podem ser usadas em incontáveis metáforas.

Por exemplo, para algumas formas de fazer jornalismo.

O vermelho sempre foi associado ao jornalismo policial, policialesco, ao crime; na época em que seu paradigma era o extinto jornal Notícias Populares, do Grupo Folha, as pessoas gostavam de brincar dizendo que, quando se espremia este tipo de jornal, saía sangue…

Também metaforiza a mídia de esquerda, pela tradicional vinculação do comunismo à cor vermelha.

A imprensa cor-de-rosa seria a imprensa gay; hoje a preferência tonal é pelo arco-íris, que é o conjunto das cores.

O marrom, cor da sujeira, do barro, sempre foi associado ao jornalismo desonesto, voltado para chantagens, para tomar dinheiro; a técnica preferencial é publicar notícias acusatórias e agressivas, em forma de campanha que se interrompe assim que o acusado cede à chantagem, pagando em dinheiro (vivo ou sob a forma disfarçada de publicidade).

Provavelmente qualquer cidade brasileira de médio ou grande porte – ou, pelo menos, a maioria delas – tem pelo menos um jornal que coloca o pé na lama…

Trabalhei na década de 1970 no Jornal de Minas (Belo Horizonte); já naquela época, e até o fim de sua existência, praticava um tipo de jornalismo bem próximo disso.

Lembro-me de um dia em que o dono do jornal deixou uma ordem na redação para que todos os repórteres – independentemente da especialização – levantassem dados ou escrevessem textos para atacar a MBR – Minerações Brasileiras Reunidas.

Pode parecer que a finalidade fosse ecológica – a acusação básica era a dilapidação da Serra do Curral –, mas nós percebíamos claramente que a ecologia era o último dos sentimentos que moviam quem ordenou a campanha.

E se a ecologia fosse a motivação verdadeira dos duros ataques, o jornal se enquadraria na imprensa verde, desconhecida na época, respeitada hoje.

Na atualidade, a internet compete com o tradicional jornalismo impresso; mudam os veículos, mas não muda o comportamento humano.

Sites e blogs refletem as posições ideológicas ou comerciais de seus mantenedores; seguindo pela metáfora, possuem cores, nuances.

Talvez o jornalismo colorido que menos migrou para a grande rede seja o vermelho, certamente porque o extrato social que mais consome morbidez e violência seja o menos integrado à internet.

O rosa (ou arco-íris) e o verde são – virtualmente – bem representados.

E, infelizmente, o marrom também cravou suas garras peçonhentas na nova mídia.

Em Belo Horizonte há um site que pratica o jornalismo marrom; critica pessoas, empresas privadas e órgãos públicos, e depois troca o silêncio por uma compensação financeira.

Chegou a ser fechado pelas autoridades, mas migrou para provedores internacionais, dificultando a reação.

Prefiro não divulgar o nome, não vale os aborrecimentos, pressões e confrontos que podem advir; meu blog se especializou em assuntos variados, esta é a minha escolha editorial.

Enviar currículos, de forma indiscriminada, via e-mail raramente produz resultado positivo (só ajuda os espertalhões)

Entendo a ansiedade dos jovens à procura de trabalho – afinal, já fui um – mas a velha prática de enviar currículos (que não tenham sido previamente solicitados) para empresas ou órgãos públicos raramente resulta em uma convocação para entrevista ou contratação.

A indicação feita por pessoas consideradas confiáveis pelo empregador é o método largamente predominante, e só aí o currículo tem valor.

E a era da internet propiciou o envio massivo de currículos para os endereços eletrônicos de empresas, mas geralmente para os endereços expostos na homepage, destinados a assuntos gerais, e raramente os arquivos são repassados para o setor de recursos humanos.

Pessoas ganham dinheiro oferecendo o serviço de difusão de currículos de desempregados (ou interessados em mudanças); sempre alegam possuir uma listagem ampla de determinado perfil de empresas.

Observei numa empresa o recebimento, pelo e-mail geral, de vários currículos remetidos em horários e dias distintos, acompanhados de uma solicitação de cuidadosa análise, assinada por um mesmo – e desconhecido – remetente, que usava o título de Doutor. Um procedimento risível.

As empresas têm justas razões quando jogam na lixeira eletrônica os currículos-Word, pois seria necessário fazer uma investigação trabalhosa sobre cada um deles para identificar fraudes, distorções e exageros.

Afinal, provavelmente está em minoria o número de currículos que expressam a real e objetiva capacitação do candidato.

O jornalista e cronista Humberto Werneck usou a sua coluna de 15/05/2011 n’O Estadão para falar de suas lembranças no trabalho em redações, e dedicou a última nota a este tema. Transcrevo:

Nos muitos anos que passei em redações, raramente vi uma vaga ser preenchida após consulta aos currículos que não paravam de chegar. Em vez disso, em geral recorria à indicação de alguém da própria equipe. Até porque nos currículos se podiam ler às vezes pérolas como a que pesquei num aspirante à crítica de arte: ‘Conhece, de perto, Elizabeth Taylor’.”.

Para acesso ao inteiro teor da coluna, cliqueaqui.

Caiu na rede-internet, já era… (uma lição para Carolina Dieckmann)

Depois de recusar, por vários anos, a fazer ensaios fotográficos nua para a revista Playboy ou para as concorrentes, em maio deste 2012 a atriz global Carolina Dieckmann teve um monte de fotos divulgadas clandestinamente pela internet.

Pelada e de graça.

Contratou um advogado especializado em auto marketing, Antônio Carlos de Almeida ‘Kakay’ Castro, que logo convocou a imprensa e informou que, dois meses antes, o computador dela esteve numa empresa de assistência técnica.

Praticamente sugeriu que algum técnico de lá era o responsável; felizmente a mídia não divulgou o nome da empresa pois pouco depois a polícia descobriu que os culpados eram hackers que invadiram o e-mail.

Os invasores não estavam apenas fascinados com o seu belo corpo, pois chantagearam a atriz em 10 mil reais para evitar a divulgação das fotos. Ela não pagou e acionou a polícia.

Seu advogado é um personagem útil para a mídia, pois consegue atrair tanta atenção quanto o próprio assunto: cinquentão, uma juba de cabelos brancos e pretos mesclados, sempre à disposição dos jornalistas. Já tinha o apelido de “advogado das estrelas”.

Em entrevista – não me recordo onde – ele confessou que o caso da escultural atriz era bom para a sua imagem, normalmente vinculada a criminosos, área de sua atuação profissional.

Na mesma época era ele o advogado do senador Demóstenes Torres, que acabou cassado por corrupção dois meses depois.

Uma de suas ações – no caso de Carolina – não passou de artifício publicitário: anunciou que ia processar os sites que estavam divulgando as fotos, inclusive o próprio Google.

Uma pretensão inútil: como disse meu sobrinho cibernético, caiu na rede, já era…

E parece que já desistiu do intento mas, mesmo que pegasse algum pra Cristo, pouco ia adiantar, pois basta que uma imagem importante fique algum tempo na internet para que milhares de usuários fazem download e guardem cópias dos arquivos.

Afinal, o sexo é, comprovadamente, o tema mais popular da grande rede.

Por isso, recomendo aos curiosos dotados de paciência (existe algum?) que esperem um pouco para procurar aquelas fotos fuleiras de câmera de celular, pois vai ser mais fácil, sem riscos.

A bela Carolina deve estar arrependida de não ter tirado a roupa para algum fotógrafo famoso, a mando da Playboy, anos atrás.

Só adiou a democratização do seu corpo e ainda ficou sem um cheque gordo.

E não vou procurar as fotos da lourinha magrelinha para postar no meu blog, pois não quero receber ameaças do Doutor Kakay.

Quem estiver interessado, é só procurar no Google, pois o advogado-marqueteiro não vai conseguir arrancar as imagens da grande rede virtual mundial.

E completo com a indicação de uma fonte que usei para basear estes comentários, um post publicado no blog do jornalista Josias de Souza; para acessá-lo, cliqueaqui.

A enciclopédia virtual Wikipédia é um sucesso que depende do idealismo voluntário, gratuito

A Wikipédia é um dos maiores fenômenos dentro da internet – a rede mundial de computadores – e deve levar ao breve desaparecimento das enciclopédias tradicionais, como a Britânica e a Barsa.

Tem conhecidas desvantagens em relação a estas, mas a acessibilidade (inclusive pelo custo zero) é o fator de vantagem definitivo, é a diferença entre o ultrapassado e o inovador.

Não tem, nem de longe, a confiabilidade das instituições que está a substituir, mas isto não deve interferir na nova realidade.

Quando a Wikipédia completou 10 anos e um dia, em 18/01/2011, o jornal O Estado de São Paulo publicou um texto antigo do historiador Timothy Garton Ash, que assim informou:

O que é extraordinário nessa enciclopédia livre, que contém hoje mais de 17 milhões de artigos em mais de 270 línguas, é que ela é quase que inteiramente escrita, editada e autorregulamentada por voluntários não pagos. Todos os outros websites também muito visitados são empreendimentos multibilionários. O Facebook, com 100 milhões a mais de usuários, está avaliado em US$ 50 bilhões.“.

Acrescentou:

A Wikipédia, ao contrário, é supervisionada por uma fundação não lucrativa. A Fundação Wikimedia ocupa um andar de um prédio comercial anônimo no centro de San Francisco. Você precisa bater forte na porta para alguém vir abrir. Dentro, a sensação que se tem é exatamente do que ela é: uma modesta organização não governamental internacional.”.

E analisou:

Mais do que qualquer outro importante site global, a Wikipédia exala o idealismo utópico dos heróis da internet nos seus primeiros dias. Os ‘wikipédios’, como eles se chamam, são homens e mulheres com uma missão.”.

E seguiu por análises, ou críticas ou elogiativas, mas sempre pertinentes.

Merece ser lido; para tal, cliqueaqui.

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Newton Cardoso, ex-governador de Minas, ganhou de presente um verbete bem editado (só a seu favor) na Wikipedia

A Wikipedia – enciclopédia virtual escrita por colaboradores voluntários – é um sucesso e tornou obsoletos os livrões pesados da Barsa e da Enciclopédia Britânica.

Mas a Wiki é um sistema em evolução e ainda imperfeito, como na abordagem dos episódios recentes e das personalidades vivas.

Principalmente quando se envolvem interesses e disputas.

Há um ou dois meses atrás pesquisei os verbetes de dois políticos ativos e concluí que um deles foi escrito por adversários e o outro por correligionários.

A biografia do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi vítima de seus adversários, pois a prevalência das informações negativas estava clara.

Relendo o tópico antes de redigir estas linhas (uns dois meses após a primeira leitura, portanto) já notei o dinamismo da Wiki: excessos foram retirados e a conotação negativa, abrandada.

Já a biografia do ex-governador mineiro Newton Cardoso parece um panfleto publicitário: é tão favorável que deixa a impressão de ter sido redigida por profissionais contratados.

Logo no primeiro parágrafo, o biografado posa de mecenas juvenil: “Newton adquiriu a cantina da UC-MG, tendo-a doado à universidade [Católica] enquanto ainda era estudante”.

A conotação de certos verbos sugere que o redator transformou participações sociais em liderança absoluta: “fundou a Casa do Estudante de Minas Gerais”, “dirigiu a revista Mosaico”, “filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição, tendo sido um de seus fundadores”.

Virou até um insuspeito paladino das causas ecológicas: “trazendo para seu mandato parlamentar uma boa visão em favor das causas ambientais”.

Seguem-se dois parágrafos sobre projetos de lei apresentados no primeiro de seus dois únicos mandatos federais, inclusive um favorável à letra ”r” “transformava o então Dia do Trabalho em Dia do Trabalhador”.

(Parece que nenhum dos projetos citados foi aprovado, ou o redator esqueceu de contabilizar o que deveria ser a única consequência importante, que é a promulgação de uma lei.)

Os adversários são criticados por via indireta ­– o que não seria de se esperar num texto de formato documental: “Novamente candidato à prefeitura de Contagem, em 1982, elegeu-se conquistando 92% dos votos válidos. De acordo com os jornais da época, Newton reorganizou a administração da cidade em pouco mais de 15 meses.”.

Outro exemplo de crítica disfarçada a um adversário-antecessor: “Newton Cardoso encontrou o aparato estatal absolutamente comprometido com o pagamento do funcionalismo: 113% do orçamento eram direcionados à folha dos funcionários de Minas. Sendo assim, um dos primeiros atos de Newton Cardoso como governador foi a exoneração de mais de trinta mil funcionários fantasmas.”. O texto se refere ao seu mandato como governador.

(30 mil é uma cidade. Não teriam sido uns 30 indivíduos? Bom, partindo do pressuposto que fontes não foram citadas, qualquer número soa válido…)

O redator praticamente fixou o tempo verbal na terceira pessoa do singular: ajustou, adotou, construiu, beneficiou, implantou.

Em um trecho, o biografado parecia um herói nacionalista (mais exatamente, regionalista): “enfrentou uma tentativa de emancipação do Triângulo Mineiro, ao que o governador prontamente debelou, em defesa da manutenção do território mineiro”.

E por aí vai…

Somente nos três últimos parágrafos o texto faz menção às acusações de corrupção; aliás, é a única parte que tem citação de fontes de informação. Já os elogios parecem ter uma fonte fantasma.

O texto incompatível com as técnicas de redação de informações documentais ou históricas permite uma hipótese: o desinteresse pela correção pode ser um reflexo da perda de prestígio consequente às suas últimas derrotas eleitorais (só obteve um único mandato popular desde o final do seu governo, em 1991).

Afinal, seus adversários não se preocuparam em colaborar com a grande enciclopédia virtual, retirando o texto elogioso e inserindo detalhes das acusações de corrupção, largamente publicadas.

De qualquer maneira, o conteúdo do verbete “Newton Cardoso” não condiz com um produto que se pretende herdeiro do formato editorial das grandes enciclopédias.

Como a Wiki é dinâmica, talvez o leitor de hoje ou do futuro não possa comprovar a exatidão de minhas citações, pois o conteúdo já pode ter sido alterado. Inclusive para novos elogios, adjetivos e textos laudatórios. Depende do interesse do “colaborador” (usei a versão de 31/05/2012).