Boris Casoy foi vítima do azar e de uma brincadeirinha supostamente reservada

Dirigir na contramão é acidente na certa, mas opinar na contramão da maioria pode me render, no máximo, algumas críticas e reclamações.

O veterano jornalista e apresentador telejornalístico Boris Casoy cometeu, recentemente, o maior erro de sua carreira: fez comentários grosseiros sobre dois garis em conversa no estúdio, mas suas palavras foram captadas antes que o diretor fizesse o corte de imagem.

Como a fala (“Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho“) tinha um caráter bem ofensivo, ele está sofrendo mil ataques na internet. Continue lendo »

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Não desejo a Mega-Sena da Virada nem para os meus inimigos

Na última quinzena do ano as lojas lotéricas brasileiras trabalharam com longas e permanentes filas de apostadores.

Eles foram atraídos pelo marketing da Mega-Sena da Virada, pela expectativa de um prêmio previsto de 100 milhões de reais, mas que acabou chegando a 145 com o crescimento da ambição que esvaziou os bolsos em troca da ganância de enchê-los – e inflá-los – de vez.

Para chegar a isso as apostas ultrapassaram 435 milhões de reais pois o Governo, ou o Tesouro Público, abocanha quase dois terços do volume.

Na contramão da ilusão coletiva, este é um prêmio que não desejo para qualquer pessoa que não tenha uma elevada formação empresarial ou pessoal. Continue lendo »

A violência carioca é real, localizada ou apenas um produto da mídia?

O Rio de Janeiro sempre foi uma paixão para mim.

Conheci a adequadamente chamada de Cidade Maravilhosa em 1966 ou 67, aos 12 anos, pelas mãos dos meus pais.

A partir de 1972 ia ao Rio várias vezes por ano.

A violência chegou lá mas ainda não me atingiu, e espero que jamais o faça.

Em minha cidade natal, Belo Horizonte, considerada muito mais pacata, já passei por um sequestro-relâmpago, dois roubos de carro e dois ataques de pivetes que, felizmente, apenas me arrancaram o mesmo bolso da mesma calça.

A violência no Rio é real, tem números impressionantes, mas é localizada: só é significativa nos morros (ou na maioria deles) e na longínqua zona norte. Continue lendo »