Os brother sem plural do velho Serro

Bem alí no velho Serro, antiguérrima cidade de Minas Gerais, dois irmãos admiradores da língua inglesa resolveram montar uma firma de material de construção. E escolheram o original nome de Two Brother. Bem traduzido, o resultado seria Dois Irmão. Mas se são dois, eles não podem ser irmão.

E agora, quem vai lá botar o S ?

Cientista renomado prevê: um evento de bioterrorismo fará 1 milhão de vítimas até 2020

Nos meus anos de juventude, o clima emocional sobre o futuro da raça humana era de um pessimismo que pendia para o fatalismo.

No campo da política, o medo dos totalitarismos e de guerras nucleares; no científico/tecnológico, o medo da poluição e catástrofes ambientais.

O pior dos quadros ainda não se instalou, mas os poucos otimistas remanescentes e os muito otimistas contemporâneos estão longe de vencer a batalha retórica, futurológica.

Acidentes e mortes causados por erros de civilização são diários. Continue lendo »

O canudo universitário está virando sonho e obsessão no seio do povo brasileiro

Em minhas pesquisas históricas, especialmente na área de genealogia, observo que em passado não muito longínquo havia uma carência extrema de profissionais de nível universitário.

Hoje a situação se inverteu: há excesso de universitários — muito acima da necessidade da sociedade e da economia — e uma carência de profissionais de nível médio, os técnicos.

Mais uma distorção num país que consegue a tudo distorcer.

Aproveitando o mote das irregularidades na prova do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, que o governo Lula transformou em porta de entrada para a universidade, o articulista de O Globo Luiz Garcia escreveu em 12/11/2010 um texto com o título de O canudo e o sonho. Continue lendo »

Futebol não é razão, é emoção; e os torcedores adoram as polêmicas

Há uma ou duas décadas atrás, li na revista Playboy (que sempre apresentou assuntos interessantes, além das…) um artigo que descrevia um formato idealístico para o futebol, com sugestão de novas regras que o autor entendia serem claras e eficientes.

Uma das propostas era acabar com o critério interpretativo do toque de mão na bola: com exceção do goleiro, passaria a ser considerado “falta”, sempre.

Outra proposta — certamente bem mais complexa — era proibir o choque físico, transformando qualquer esbarrão em irregularidade; também passaria a ser classificado como falta. Continue lendo »

A mídia precisa voltar a fazer campanha contra os abusos das companhias telefônicas

Há algum tempo a mídia não faz boas e fortes reportagens sobre os abusos das companhias telefônicas.

Estas “campanhas” são importantes, pois observo que as telefônicas são sensíveis à pressão popular e às reportagens de defesa do consumidor; já nos períodos de calmaria aproveitam para dificultar o atendimento, aumentar taxas, ou fazer promessas incumpríveis durante as sessões de vendas.

Não é à toa que elas são recordistas de reclamações no Procom e similares. Continue lendo »

Lula autorizou a aplicação de quase 1 bilhão de dinheiro público no Banco Panamericano

A “egocêntrica” revista Veja escreveu, pouco antes das últimas eleições, que os políticos ficam à espera de cada edição semanal, com medo de algum fato novo que possa afetar o eleitorado.

E aconteceu em 2010: o escândalo Erenice Guerra pode ter sido o fator que levou a eleição presidencial para o segundo turno, segundo palavras do próprio João Santana, o marqueteiro de Dilma Rousseff.

Muita gente que provavelmente optaria por ela a trocou, à última hora, pela ex-petista Marina Silva.

Não é que tenha sido a Veja a descobridora do escândalo, mas atacou com dureza e é uma publicação que atinge grande público. Continue lendo »

Dívidas antigas inviabilizaram as corridas de cavalos em Belo Horizonte

A foto acima foi feita em maio de 1970, quando o público lotou todas as dependências para assistir a inauguração do hipódromo que ainda duraria três décadas.
As mais recentes — que certamente não serão as últimas — altercações entre o Jockey Club de São Paulo e a prefeitura municipal local, por causa de velhas dívidas, são recorrentes na história do turfe nacional e já levaram vários clubes a falência.

Foi uma das causas do desaparecimento do Hipódromo Serra Verde, cujo terreno agora é ocupado pela Cidade Administrativa de Minas Gerais, sede do poder executivo estadual.

Vivi a história deste hipódromo do primeiro ao último dia, e conheci a faca de dois gumes que é o uso da política para administrar grandes e perigosas dívidas.

E a lâmina da faca penetrou fundo no Jockey Club de Minas Gerais no início do século 21, com dívidas insaldáveis e não mais roláveis. Continue lendo »

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