Acumulação compulsiva de cães: um problema psiquiátrico com reflexos na saúde pública (agravado pela ineficiência das autoridades)

O título que se segue já resume bem uma matéria do site UOL (propriedade do jornal Folha de São Paulo) de 18/03/13: “Incêndio mata 43 cães em Curitiba; dona era ‘acumuladora compulsiva’, diz prefeitura”.

Achei especialmente interessante a classificação psíquica da dona da casa incendiada e dos cães:

’Ela se encaixa em todos os critérios que definem um acumulador compulsivo’, afirmou Biondo, que também é professor de Medicina Veterinária da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e fez pesquisas sobre o assunto em sua pesquisa pós-doutorado nos EUA. 

Como o distúrbio ainda é pouco conhecido no Brasil, um laudo psiquiátrico que faz parte da ação judicial atesta que a proprietária dos cães é ‘mentalmente saudável’. Nos Estados Unidos, o problema só foi incluído na classificação de doenças mentais em janeiro deste ano. 

‘Ainda não temos profissionais aptos a identificar o distúrbio nem legislação que nos permita entrar nas casas dos doentes. Mas o caso dela é típico. Ela recolhia coisas que encontrava na rua, no lixo, e levava para casa. Há meses teve água e eletricidade cortadas por falta de pagamento’, disse Biondo. Daí o uso da vela, provável causa do incêndio, para iluminar a casa. 

‘Em geral, os portadores do distúrbio são mulheres de alguma idade e solitárias. Elas fecham a casa, fogem do contato com as pessoas. Com a progressão da doença, passam a acumular também animais e jamais cogitam entregá-los à adoção’, informou.

O absurdo é a dificuldade do poder público em resolver este tipo de problema; no caso curitibano, a matéria diz que “o acúmulo de cães na casa era conhecido pela prefeitura, Ministério Público e Spac (Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba), que movia ação judicial por maus-tratos contra a proprietária”.

Acrescenta que “Prefeitura e Spac esperavam uma decisão judicial que lhes permitiria entrar na casa e recolher os animais para a sexta-feira (15). Mas a sentença não saiu”.

A lerdeza imposta pela legislação, com uma pitada de acomodação dos órgãos executores, cria consequências para a saúde pública, afetando quem não tem culpa pela compulsão patológica da curitibana:

A situação incomodava os vizinhos. ‘O cheiro é horrível, a sujeira atraía ratos. Acho que ela tem aquela doença dos acumuladores compulsivos’, afirmou a comerciante. Os 29 cães que sobreviveram foram levados ao abrigo da Spac.

Não é um caso incomum (o incêndio foi o fator que deu a notoriedade); arrisco dizer que qualquer cidade grande tem vários exemplos, ainda que menos exagerados.

Enfrentei situação bem parecida em Belo Horizonte, há uma década: um vizinho manteve dezenas de cães em imundície, inclusive com casos positivos de leishmaniose.

Órgãos públicos receberam denúncias, mas ele não permitia a entrada de fiscais; estes aplicavam multas, que certamente nem eram pagas.

Para piorar, o acumulador compulsivo mineiro era diabético e sofreu amputação de dedo, situação incompatível com a imundície do local de sua convalescença e convivência.

Menos dramática e bem mais original foi o caso de uma ex-vizinha, que era acumuladora compulsiva de… marimbondos.

Quando reclamamos, explicou que eles eram de uma “raça mansa”.

Impressionado com o inusitado, numa tarde de agosto de 2003 coloquei um banquinho junto ao muro e tirei uma foto, mas o ângulo e a grade não ajudaram a definir bem a imagem, que não merece ser publicada no blog. Vale o meu testemunho.

Algum tempo depois ela instalou um anteparo escuro no alto do muro, provavelmente porque percebeu que algumas de minhas visitas também usavam um banquinho para admirar o inusitado. Anos depois se mudou.

Típico da “raça brava” humana: não se importa em incomodar, mas trata da reação externa de defesa como um incômodo inaceitável.

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As afirmações sobre o poder cancerígeno dos adoçantes artificiais são improváveis

Embora eu nunca tenha sido candidato à “turma dos gordinhos”, lá pelos 20 e poucos anos de idade me interessei por estudar – e praticar – a alimentação saudável.

Apreciador de doces e chocolates, esbarrei com uma dificuldade: a persistente informação de que o mais popular dos adoçantes, a combinação sacarina-ciclamato de sódio, seria cancerígeno.

Mas todas as referências se voltavam para um único estudo, realizado nos anos 1960, tendo ratos como cobaias.

Curioso, li o tal estudo no original, publicado em uma revista científica; me pareceu uma fonte frágil para criar um conceito definitivo.

Mais três décadas se passaram e as suspeitas sobre o fator cancerígeno não receberam nenhum reforço de peso; ou seja, tornou-se um trabalho isolado, sem poder de influência científica, real.

Ainda assim, continua respeitado por alguns profissionais das áreas de medicina e nutrição, e com isso assustando as pessoas…

…e causando preocupações e prejuízos a diabéticos e obesos.

Os críticos dos adoçantes sempre encontram espaço na mídia para defender posição, divulgar seus nomes e fazer marketing pessoal/profissional.

Um recente exemplo foi a matéria com o tendencioso título “Só deve usar adoçante quem realmente precisa, defendem especialistas”, publicada em 15/03/2013 no portal UOL (que pertence ao jornal Folha de São Paulo).

Logo no lide (parágrafo de abertura), a autora praticamente empurra o leitor para o lado negativo: “Desde que os adoçantes foram criados, na década de 1960, várias dúvidas e polêmicas surgiram no rastro do produto colocando em dúvida não só sua eficácia, mas, principalmente, seus efeitos sobre a saúde. Embora vários estudos ainda não sejam conclusivos, convém saber mais sobre o assunto e sempre ouvir a opinião de especialistas.”. Nem a “eficácia” nem os “vários estudos” aparecem, de fato, na sequência da reportagem.

Como texto jornalístico, falhou ao ouvir os dois lados ao usar uma balança desequilibrada: a bandeja dos críticos tinha duas entrevistas com nutricionistas enquanto a dos defensores trazia apenas uma referência a uma cartilha avalizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A cartilha se baseia no Informe Técnico n. 40 da Anvisa; para não alongar, extraio um único e importante trecho: “Há aproximadamente 475 estudos científicos comprovando que o ciclamato não é carcinogênico.”.

E acrescento um trecho importante extraído diretamente do próprio Informe Técnico n. 40 da Anvisa, que é um órgão ligado ao governo brasileiro e ao Ministério da Saúde: “Em 1999 o ciclamato foi classificado pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) como pertencente ao Grupo 3, isto é, não carcinogênico para humanos.”.

O fato é que a diabete e as doenças causadas pela obesidade são deprimentes: provocam dores fortes, lesões, gasto elevado de dinheiro, depressão, sofrimento e elevada mortalidade.

A crítica aos substitutivos do açúcar precisa ser mais responsável e deveria se ater a fatos concretos. E dar mais espaço aos especialistas possuidores de uma visão científica mais aberta, menos radical.

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Para acesso ao Informe Técnico n. 40 da Anvisa, cliqueaqui.

Gerente do MacDonalds no RS engorda 30 quilos com a Mac-comida e diz que era exigência da empresa

Na última década do século 20, quando fiz minha primeira viagem aos Estados Unidos, fiquei chocado com a obesidade do povo norte-americano.

No SeaWorld, parque de Orlando (Florida) tematizado no mundo marinho, gravei na memória a cena de uma mulher quarentona, claramente nativa do país, que estava na fila do caixa da lanchonete, logo à minha frente.

Obesa – ainda que abaixo das faixas dramáticas da escala –, prendia uma torta doce (embalada em plástico, reconheço) no sovaco esquerdo ao mesmo tempo em que segurava um copo de 700 mililitros de refrigerante com a mão esquerda; com a mão direita segurava um hambúrguer atolado em batatas fritas, e com os dedos manuseava o dinheiro.

E durante o acerto com o caixa virava a cabeça para o lado esquerdo para sorver o refrigerante pelo canudinho.

Mais triste era o caso dos inúmeros obesos que, com sérias dificuldades de locomoção, passeavam pelo parque em carrinhos motorizados.

O MacDonalds é o símbolo da má alimentação e da obesidade daquele povo; a abundância de gorduras e açúcares usada nos seus alimentos lança para as alturas a quantidade de calorias ingeridas, que acabam acumuladas no abdome, culote, seios, papadas.

Publicações do tipo Mundo Bizarro se esbaldaram com o caso de um ex-gerente de uma de suas franquias no Rio Grande do Sul, que ganhou uma indenização de R$ 30 mil por ter engordado mais de 30 quilos por culpa da empresa. Segundo a matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo em 28/10/2010, “conforme o Desembargador João Ghisleni Filho, relator do acórdão, as provas indicaram que o ex-gerente era obrigado a degustar produtos da lanchonete – alimentos calóricos, como hambúrguer, batata frita, refrigerante e sorvetes”.

Há algum tempo li um texto sobre a história do sucesso empresarial do MacDonalds: o maior crédito se deveu à ousadia de um executivo que defendia, há coisa de meio século atrás, a vendagem de maiores quantidades de refrigerante como incentivo para o comilão.

Argumentava que vender dois copos de refrigerante com 250 ml a 1 dólar cada (estou inventando o exemplo, obviamente) pode até parecer mais lucrativo do que vender um copo de 500 ml a 1 dólar e 20 centavos, mas a primeira opção dava trabalho e ainda causava alguma “vergonha” ao usuário, enquanto a segunda incentivava a comilança. Estava certo.

Hoje o copo padrão – que eles chamam de pequeno, small – cabe meio litro; algumas redes como o Burger King, maior concorrente do MacDonalds, permitem que o freguês encha o copo quantas vezes quiser (refil free).

O copão de refrigerante é o atual alvo do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg; segundo matéria do Bom Dia Brasil, telejornalístico da TV Globo, edição de 01/06/2012, “no próximo dia 12, a prefeitura de Nova York vai submeter ao Conselho de Saúde da Cidade a polêmica proposta de proibir a venda, em restaurantes e lanchonetes, de copos de refrigerantes com mais de 473 mililitros. Na medida americana, são 16 onças. É o tamanho pequeno nos Estados Unidos, mas quase todas as empresas de fast food oferecem, com desconto, como acompanhamento de hamburguers e cachorros quentes, um copo bem maior, de 700 mililitros, que será proibido se a proposta for aprovada”.

A princípio, pode parecer estranho o envolvimento do próprio prefeito numa questão como o tamanho do copo que, afinal, é apenas um recipiente que pode ser enchido pelo freguês quantas vezes quiser.

Mas Bloomberg quer atuar no mesmo alvo do velho executivo do MacDonalds: o estímulo psicológico irracional da população.

Ambos perceberam que o fator psicológico pode ter mais influência do que os fatores objetivos, racionais.

Para acesso à matéria sobre o gerente que inchou, cliqueaqui.

E para acesso a matéria sobre o fim do copão de Nova York, cliqueaqui.

O Doutor Google bate o recorde de consultas médicas e deixa muita gente sob o risco da desinformação

Há umas duas décadas, quando eu ainda militava na medicina veterinária, receitei o tradicional Bactrim para o tratamento da infecção renal de um cão; no dia seguinte a proprietária me telefonou, furiosa e agressiva, dizendo que eu cometera um erro grave e poderia ter matado seu querido animal de estimação.

E para comprovar a acusação, explicou que leu na bula que o remédio era contraindicado para insuficiência renal.

Respondi que infecção e insuficiência são coisas diferentes, ainda que a primeira pudesse levar à segunda, o que não acontecera naquele caso.

E a consulta era gratuita, a reboque de laços familiares…

Mais ou menos na mesma época, meu grande (não em tamanho) mestre de clínica equina, professor João Biondini, comentou em tom de reclamação sobre a influência negativa do programa Globo Rural, ainda hoje uma alta audiência das manhãs de domingo, nos meios rurais.

Ele dizia que seus clientes o pressionavam para adotar qualquer novidade que era veiculada no programa.

As bulas e o Globo Rural continuam sendo usados para que médicos e veterinários sejam constantemente testados ou cobrados pelos seus clientes, mas a internet é a grande fonte moderna de informações.

Com um agravante: cheia de informações erradas, pois a grande rede aceita tudo, o espaço disponível é inesgotável.

Mas até mesmo a informação correta é problemática, posto que sujeita à interpretação do leigo. E de acesso fácil e rápido, às vezes durante a própria consulta, via iPad.

O problema já virou gozação: o Doutor Google resolve tudo, ele sabe tudo.

É fácil compreender a ansiedade do paciente humano, do parente do paciente, e do dono do paciente animal; mas a informação simples, genérica, destituída de um contexto ou do conjunto de conhecimentos técnicos tem pouca utilidade prática.

E torna-se perigosa.

Seja pela mídia, seja pelas enciclopédias, seja pelas bulas, seja pela internet, a informação já era acessível para todos; a importância de um profissional qualificado, em qualquer área do conhecimento humano, está na sua capacidade, como também no seu treinamento e conhecimento, de selecionar as informações necessárias à resolução de cada caso.

A gula na velhice é fenômeno moderno, mas lesivo para a saúde pois a necessidade calórica dos idosos é muito baixa

No pós-adolescência eu passei por uma fase de glutão: andava muito pelo centro de Belo Horizonte e tinha dia que nem almoçava nem jantava, substituía as refeições por salgados e doces das lanchonetes e padarias.

Engordei bastante e o intestino desenvolvia mal, mas tive a esperteza de procurar informações (via mídia) e corrigi meus hábitos alimentares.

Mais à frente ingressei na Escola de Veterinária da UFMG e, nas aulas de fisiologia e nutrição, entendi a teoria da alimentação correta; lições que também foram essenciais no meu trabalho dentro do extinto Hipódromo Serra Verde, tanto na administração de treinamento quanto no tratamento da saúde de cavalos de corrida (os equinos são ainda mais sensíveis a erros de nutrição do que os humanos).

À medida que os anos e décadas foram passando tive que reduzir a quantidade de calorias em minha alimentação para manter um peso adequado.

E sei que, quando a velhice chegar, terei que reduzir ainda mais: a necessidade calórica dos idosos é, comparativamente, muito baixa.

Esses conceitos sempre me vêm à mente nos restaurantes de comida a quilo, quando passam por mim velhos e velhas com prato abarrotado de comida, quase derramando.

O organismo não precisa de tanto. É pura gula.

O exagero tem algo de psicológico: é como se o dono do prato dissesse “estou velho/velha, tenho que aproveitar as coisas boas da vida”.

Uma situação em que satisfazer o centro de prazer do cérebro torna-se mais importante do que a lógica da fisiologia (hedonismo é um bom nome para o comportamento).

Mas nossos corpos não foram programados para eliminar o excesso de comida; a gordura gruda na parede dos vasos sanguíneos dificultando a circulação e, com frequência, provocando bloqueios.

Isso sem falar em outras consequências, como o diabetes e a gota, doenças dolorosas.

O prazer é ilusório, imaginoso, mas as consequências não.

E a procura do prazer tem, na origem, um sentimento bem negativo: a resignação com a aproximação da morte, uma ausência de perspectivas e de objetivos.

A combinação de um sentimento pessimista com um comportamento pouco saudável não é positiva para os seres humanos, especialmente para este extenso grupo; e as estatísticas garantem que o percentual dos idosos tende a aumentar mais e mais.

STF permite o aborto dos fetos anencéfalos – uma tarefa original do Congresso Nacional, que se omitiu por pressão religiosa

De vez em quando o julgamento de algum caso importante e polêmico lança o Supremo Tribunal Federal em direção aos holofotes da mídia.

O mais recente foi o julgamento da possibilidade de aborto de fetos sem cérebro (anencéfalos); no dia 12/04/2012, por 8 votos a favor e 2 contra, a realização do ato cirúrgico foi tornada legal.

Uma decisão atrasada, que deveria ter ocorrido quando os avanços tecnológicos começaram a permitir o diagnóstico seguro desta anormalidade incompatível com a vida.

Mas, antes tarde do que nunca.

O caderno Mais de O Estado de São Paulo, edição de 15/04/2012, dedicou a página central ao tema; a repórter Mônica Manir acompanhou a sessão judiciária e relatou que, ainda na fase de discussões, o defensor da ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), Luís Roberto Barroso, centrou sua sustentação “na tortura psicológica que é sair da maternidade com um pequeno caixão e ainda secar o leite produzido para ninguém“.

Em outras matérias da mídia, especialistas sustentaram que a questão deveria ter sido decidida pelo Legislativo federal por via da lei, o que não aconteceu porque os parlamentares não tiveram coragem de enfrentar os lobbies religiosos e se omitiram.

O argumento da competência legisladora foi usado por um dos derrotados, o ministro Ricardo Lewandowski, que afirmou que “não é dado aos integrantes do Judiciário promover inovações no ordenamento normativo como se parlamentares eleitos fossem”.

Encontrou a sua maneira de deixar o caixão na mão e o leite no seio das vítimas de fato: as mães de fetos que não passam de um arranjo incompleto de células.

O outro voto derrotado foi o do próprio presidente do STF (nos últimos dias do mandato), César Peluso, que alegou não ser “possível detectar o grau de anencefalia e outras deformidades graves”.

Na página ao lado, o médico Thomaz Gollop refutou o argumento e acrescentou:

A ciência estabelece que anencefalia é uma malformação congênita grave e incompatível com a vida, caracterizada por ausência de encéfalo e de crânio, permanecendo apenas a base do crânio. Ela é uma entidade única e não é subdividida em graus. Em 100% dos casos é mortal. Os fetos portadores dessa anomalia sobrevivem minutos ou dias após o nascimento. Anencefalia é um diagnóstico preciso e único: ausência de crânio, encéfalo, existindo apenas a base do crânio.”.

E por vias transversas, tortuosas e confusas o Brasil segue seu caminho em direção ao futuro.

Para acesso ao inteiro teor da matéria de Mônica Manir, cliqueaqui.

Para acesso ao artigo do médico Thomaz Gollop, cliqueaqui.

Em março de 2012 foi a vez dos cubanos anunciarem mais uma improvável vacina contra a AIDS

Desde os anos 1980 assisto, ouço ou leio anúncios sobre a descoberta de uma vacina contra a Aids.

E na mesma época aprendi que tal medida não é possível, pois o vírus é mutagênico, isto é, sofre pequenas modificações que tornam a vacina inútil.

O último anúncio foi feito por pesquisadores cubanos; assim informa a Folha de São Paulo de 06/03/2012:

A vacina contra a Aids já foi testada com sucesso [em camundongos] e agora estamos preparados para uma pequena e controlada fase de exames clínicos [com pacientes soropositivos que não se encontram em estágios avançados da doença], disse o pesquisador Enrique Iglesias, CIGB (Centro de Engenharia e Biotecnia Genética). Iglesias explicou que a vacina Teravac-HIV-1 é feita com proteínas recombinadas que provocam uma resposta celular de defesa contra o vírus HIV.”.

E no caso do único país comunista das Américas, parece haver uma vinculação com a necessidade de marketing, com o objetivo de continuar atraindo pacientes para os seus programas de atendimento médico a doenças graves.

Tais programas, e também a indústria do turismo, são as únicas grandes fontes de obtenção de dólares para a ilha dos irmãos Castro.

Sem os odiados mas indispensáveis dólares o país não conseguiria sequer suprir as necessidades mínimas de sobrevivência de sua grande população (12 milhões), pois a produção agrícola e industrial é muito baixa.