Este blog entra em férias

Por motivo de férias do único autor, este blog entra em férias até o miolo de outubro. Felicidades para todos!

Erenice Guerra é o Zé Dirceu de saias, e da Dilma

Num post publicado no meu blog-UOL em 05/10/2009 eu parafraseei a injustiçada atriz Regina Duarte e tasquei o seguinte título ao texto: “Regina Duarte tinha medo do Lula, eu tenho é da Dilma Rousseff”.

Na época, começavam os buchichos sobre a possibilidade de Lula indicar a sua querida ministra para ser a candidata à sucessão.

O grande escândalo da carreira política de Lula foi protagonizado pelo seu amigo e consultor José Dirceu, quando este ocupava o cargo de ministro da Casa Civil.

Perdeu o cargo (substituído por Dilma Rousseff) e ainda teve o seu mandato de deputado federal cassado.

Erenice Guerra era o braço-direito de Dilma e a sucedeu como ministra da Casa Civil quando a chefe se desincompatibilizou, mas antes mesmo já era citada na mídia por acusações de irregularidades. Continue lendo »

As monumentais paradas de sete de setembro agora são apenas um capítulo de história

Uma lembrança inesquecível da minha infância: as paradas militares do Dia da Independência, do Sete de Setembro, pela principal avenida de Belo Horizonte, a Afonso Pena.

Minha cabeça de criança se deliciava com a coreografia, a plástica, a música, a alegria popular.

O Brasil era administrado por uma ditadura militar, branda só até 1968, o ano do AI-5; em consequência, era grande a participação popular e civil, através dos estudantes e da enorme platéia que se espalhava pelas calçadas da avenida ou em arquibancadas especialmente montadas para a ocasião.

Os jovens estudantes desfilavam em grandes grupos, marchando em formação militar, empunhando o estandarte da escola. Continue lendo »

As eleições brasileiras e os candidatos patéticos: comédia e ridículo

As eleições brasileiras sempre nos propiciam situações absolutamente patéticas.

Muitos candidatos assumem uma postura ridícula ou, pelo menos, fora dos padrões mínimos de respeitabilidade adequados a um legislador ou a um governante.

E outros não têm consciência de que não representam qualquer parcela da sociedade e, principalmente, nada têm a fazer num evento político-eleitoral.

Separei os patéticos em três grandes grupos; grandes mesmo, como se observa em qualquer horário eleitoral de qualquer estado brasileiro. Continue lendo »

A assinatura a tinta é uma tradição ultrapassada, uma fonte de fraudes

Estou ansioso pelo dia em que a assinatura gráfica, a tinta, será definitivamente abolida como registro oficial de um aceite, de uma autorização, de um posicionamento pessoal.

Provavelmente não terá um substituto único: técnicas e tecnologias diferentes devem ocupar o lugar da ultrapassada e inconfiável sequência de traços e rabiscos (as possibilidades mais conhecidas são a gravação em vídeo ou de voz, cada vez mais baratas e simples).

Mas a burocracia oficial, com a sua lenta adaptação aos novos tempos, ainda se submete à assinatura a tinta.

Para alegria dos donos de cartórios, eternos inimigos das modernidades (com exceção daquelas que possam gerar novos lucros), pois ganham um bom dinheiro com o trabalhoso e precário reconhecimento de firma. Continue lendo »

Pleno de cinismo, o próprio autor garante que é fácil quebrar sigilo na Receita Federal

A questão da fragilidade do sistema de sigilo da Receita Federal caiu no noticiário da mídia quando surgiu a denúncia (agosto de 2010) da entrega da declaração de renda de Verônica Serra para terceiros.

Ela é filha de José Serra, candidato à presidência da república e ex-governador de São Paulo.

Preocupada em resolver a questão, a Receita Federal, órgão subordinado ao governo (que por sua vez é administrado pelo Partido dos Trabalhadores, adversário de Serra), rapidamente liberou o nome de quem recebeu a cópia: o contabilista Antônio Carlos Atella Ferreira, aliás filiado ao PT entre 2003 e 2009. Continue lendo »

A velha luta entre garçons e clientes na hora de conferir a conta

Quando as piadas ainda se chamavam anedotas, elas se dividiam em pesadas e de salão.

Nestes tempos em que só existem piadas pesadas, contadas até diante de vovozinhas, me lembro de uma antiga e singela: O garçom entrega a conta e o freguês percebe que veio a maior. O único item estranho é “c. cola”, e a mesa só bebeu chope. O freguês pede uma explicação ao garçom, que na véspera cumpriu a obrigação de se confessar na igreja e o padre recomendou que não podia mais mentir. Aí a resposta honesta saiu: Doutor, “c. cola” não é coca-cola, é ci colá…

Divertir é a forma que os brasileiros encontram para conviver com o velho costume de bares e restaurante de inchar a conta dos fregueses.

Principalmente quando o álcool relaxa os neurônios ou quando a mesa é muito grande. Continue lendo »