Artur Xexéo, colunista do jornal O Globo, elegeu as três letras mais incompreensíveis da música popular brasileira

No livro Na Toca dos Leões (2005), o jornalista e escritor Fernando Morais conta que, lá pelos inícios dos anos 90, o colunista do jornal O Globo Artur Xexéo promoveu um hilariante concurso com a finalidade de escolher o verso mais incompreensível da música popular brasileira. Ao vencedor seria entregue o troféu “Zum de Besouro”. Os seus leitores foram os eleitores e o resultado foi o seguinte:

1.º lugar – Gilberto Gil – música Refazenda

Abacateiro teu recolhimento é justamente

O significado da palavra temporão

Enquanto o tempo não trouxer teu abacate

Amanhecerá tomate e anoitecerá mamão

Abacateiro sabes ao que estou me referindo.

2.º lugar – Cazuza e Ezequiel Neves – música Codinome Beija-Flor

Que só eu que podia

Dentro da tua orelha fria

Dizer segredos de liquidificador. 

3.º lugar – Jorge BenJor – música Alô, Alô, W/Brasil (Chama o Síndico)

Jacarezinho, avião, Jacarezinho, avião

Cuidado com o disco voador

Tira essa escada daí,

Essa escada é pra ficar aqui fora

Eu vou chamar o síndico

Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia! 

Só o próprio “zum de besouro“, verso da música Açaí, de Djavan, consegue competir na mesma estratosfera.

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