A Casa Rosada – aliás, Cristina Kirchner – continua falsificando os índices de inflação da Argentina

Depois de seis anos de ausência, estive em Buenos Aires, capital argentina, em dezembro último (2012).

Foi uma viagem de apenas quatro dias, com a motivação de assistir o Gran Premio Carlos Pellegrini, a mais tradicional corrida de cavalos local.

Embora tenha sido uma viagem curta, saí com a impressão de que caiu a qualidade de vida da população local: mais mendigos e malandros nas ruas do centro, muita gente humilde por toda a cidade.

Eram muitas as casas tipo favela na lateral da autoestrada para o aeroporto (Aeroparque); me fizeram lembrar a favela da Maré, que acompanha por longa distância a Linha Vermelha, no Rio de Janeiro.

A economia argentina – especialmente a questão da manipulação do cálculo inflacionário – foi o tema da coluna de hoje de Suely Caldas, regularmente publicada n’O Estado de São Paulo, sempre na página 2 do caderno de economia, aos domingos, na seção de “Opinião”.

No recente 06/01/13, sob o título de “Populismo – inimigo da democracia”, ela começa por destacar os males do populismo, atribuindo a esta instituição sul-americana uma administração desumana: “o político populista […] não tem a dimensão de um estadista, não tem apego à verdade e, se for preciso, mente para conseguir sucesso popular – sua incansável obsessão”.

Situa: “O populismo tem prosperado na América do Sul. Mais na Venezuela, Argentina, Equador e Bolívia. No Brasil, menos, porque as instituições têm funcionado como antídoto.”.

Para chegar ao tema principal:

Foi pela força da demissão de funcionários e intervenção no Indec que, em 2007, o então presidente Néstor Kirchner impôs a mentira da inflação, depois de um fracassado plano de congelar preços. Kirchner tentava imitar o ditador brasileiro Emílio Médici e seu ministro da Fazenda na época, Delfim Netto, que obrigaram a Fundação Getúlio Vargas (FGV) a incorporar ao cálculo da inflação um falso congelamento de preços que o comércio nunca respeitou. Ao chegar à Fazenda no governo Geisel, em 1974, o professor da FGV e economista Mario Henrique Simonsen desmascarou a mentira e corrigiu o índice.”.

E analisa:

A falsificação levou várias consultorias a montar estruturas próprias de cálculo da inflação. A Fundação Libertad y Progreso, por exemplo, acaba de calcular em 164% a inflação acumulada nos cinco anos de governo Cristina Kirchner, encerrados em 2012. Para o Indec, não chegou nem a 45%. Para 2013 o governo estima um índice de 10,8% e as universidades e consultorias, entre 27% e 30%.”.

Para acesso ao inteiro teor do texto, cliqueaqui.

 

Ilustro a matéria com uma imagem que fiz da Casa Rosada, palácio presidencial e símbolo do poder na Argentina

Ilustro a matéria com uma imagem que fiz da Casa Rosada, palácio presidencial e símbolo do poder na Argentina

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