Historiador Kenneth Serbin não acredita na seriedade dos políticos dos EUA que falam em limitar a compra de armas

Kenneth Serbin faz parte da turma dos brasilianistas: historiadores e outros cientistas sociais dos Estados Unidos que se especializaram em analisar o Brasil.

Com isso ganhou espaço em nossa terra, e foi convocado pelo O Estado de São Paulo para analisar a última encrenca de lá: o massacre de Newtown (no dia 13 de dezembro de 2012 Adam Lanza, de 20 anos, matou a própria mãe, foi à escola e matou a tiros 20 crianças e cinco adultos, e depois se suicidou).

Serbin não foi otimista quanto às movimentações de políticos ianques no sentido de controlar a comercialização e posse de armas.

Fecha o artigo com uma dúvida: “é difícil dizer se os líderes americanos estão de fato comprometidos a dar um basta aos massacres ou se estão apenas empenhados em encenar mais uma rodada de teatro político”.

Sob o contundente título de “Só mais um pouco de teatro político”, o artigo foi publicado na edição de 23/12/12, caderno Aliás (para acesso à integra, cliqueaqui).

Já no primeiro parágrafo destacou “o ritmo em que os assassinatos em massa vêm ocorrendo nos EUA – aproximadamente dois por ano, desde 1982”.

Lembrou que o presidente Barack Obama já pediu “o restabelecimento da proibição às armas semiautomáticas, aprovada pelo Congresso em 1994, no governo democrata de Bill Clinton […] Implementada por um período de dez anos, a proibição expirou em 2004, no governo do republicano George W. Bush, cujo partido sofre enorme influência dos intransigentes defensores da Segunda Emenda à Constituição, que garante aos cidadãos americanos o direito ao porte de arma.”.

Pessimista, o historiador Kenneth Serbin informa:

Obama e os que apoiam o controle de armas, entre os quais se incluem parentes de vítimas de massacres anteriores, enfrentarão um dos maiores, mais influentes e mais culturalmente entrincheirados grupos de interesse dos EUA: os proprietários de armas e sua organização lobista, a National Rifle Association (NRA)”.

E reforçou sua suspeita de que os políticos norte-americanos estão fazendo teatro quando defendem o controle de armas:

Como os exilados cubanos de Miami, que, num mundo pós-comunista, impedem o fim do surreal embargo a Cuba, a NRA se mantém a salvo do antagonismo dos políticos, pois esses não podem abrir mão dos votos dos proprietários de armas. Os líderes políticos americanos jamais promoveram, de maneira efetiva, um debate nacional sobre o controle de armas.”.

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