A recuperação econômica de um país cobra um custo para o seu idealizador, pois os reflexos positivos demoram alguns anos (comparando Barack Obama, FHC e Lula)

O mulato Barack Obama foi reeleito para o mais importante cargo político-administrativo do mundo: a presidência dos Estados Unidos da América, numa disputa que parecia indefinida até o final.

(Ele continua sendo reverenciado como o primeiro presidente negro dos EUA, mas tecnicamente é um mulato, a mãe era branca, raça pura.)

As pesquisas indicaram que o povo está insatisfeito com a sua gestão econômica, mas o adversário Mitt Romney não conseguiu provar que faria melhor.

Obama pagou pelo descalabro financeiro do governo Bush, pois não conseguiu uma recuperação de curto prazo, fato facilmente explicável: a tendência normal dos primeiros anos após uma crise econômica é de contenção de gastos.

A recuperação plena só aparece a médio ou longo prazo.

No Brasil aconteceu situação equivalente: coube ao governo de Fernando Henrique Cardoso reorganizar a economia, mas a melhor fase ainda esperou mais alguns anos, e caiu no colo de seu adversário político Luiz Inácio Lula da Silva.

As massas populares não entenderam a relação causa-efeito e idolatrou Lula, com o qual se identificou (psicologicamente) melhor, certamente por este ser egresso das classes proletárias.

Ao sucessor Lula cabe o mérito de ter mantido a metodologia de recuperação implantada pelo antecessor; ele tem seu valor, muitas vezes superestimado.

Essa distribuição da responsabilidade de cada um é um tema frequente nos artigos de Suely Caldas, regularmente publicados n’O Estado de São Paulo, sempre na página 2 do caderno de economia, aos domingos, na seção de “Opinião”.

Em 18/11/12, sob o título de “A metamorfose que a oposição não viu”, afirma que “a ‘herança’, que o PT carimbou de ‘maldita’ nos anos de FHC, acabou ‘bendita’ e muito bem-vinda, tal a rapidez com que o governo petista a incorporou. E Lula não reviu nenhuma das privatizações de FHC”.

Constata que “hoje, os mais jovens chegam a atribuir a Lula realizações de FHC, como derrubar a inflação e criar programas de transferência de renda”.

Suely é uma defensora da privatização de empresas públicas supérfluas no Brasil, esta que talvez tenha sido a medida econômica mais importante e complexa do governo FHC (1995-2002):

A privatização é simplesmente a única saída para um país que não pode mais aumentar impostos, arrecada muito, gasta mal, desperdiça, não tem dinheiro para aplicar em infraestrutura e precisa investir, crescer e se desenvolver. E mais: economiza dinheiro público, ao tirar dos políticos meios para fazerem proliferar mensalões e distribuição de cargos públicos. E mais: produz benefícios para a população com geração de empregos, renda e progresso econômico.”.

E encerra com um resumo dos dois casos em que os resultados foram mais eficientes: a Cia. Vale do Rio Doce e a Telebrás.

Para acesso ao inteiro teor do texto, cliqueaqui.

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