A Comissão da Verdade foi aberta com o choro de Dilma Rousseff, mas agora anda esquecida

Três meses depois que foi instalada pela própria presidente da república brasileira, a Comissão da Verdade tem resultados, no mínimo, pífios.

Parece um fantasma, a mídia não divulga nada sobre o seu trabalho.

Uma situação bem diversa do impacto causado pela sua instalação bombástica, quando mereceu até uma reação emocionada, bem humana, da presidente Dilma Rousseff, ela que foi presa e torturada pelo regime ditatorial-militar brasileiro há 40 anos.

Não conseguiu evitar o choro discreto, contido, na cerimônia de instalação, em 16/05/2012.

Antes surpreendera os analistas, que previram que ela provavelmente tencionava enterrar seus traumas do passado quando colocou a faixa presidencial para administrar o cargo que certamente não imaginava alcançar.

Nas semanas anteriores, pessoas e órgãos ligados ao regime ditatorial-militar fizeram duros pronunciamentos, acusando o grupo de Dilma Rousseff de revanchismo.

Como acontece com as CPIs, o impacto futuro do trabalho da comissão é uma incógnita, pois depende de fatos midiáticos como depoimentos bombásticos, inclusão de personalidades importantes ou alguma reação descontrolada de seus opositores.

Pelo menos na Wikipedia, a mais conhecida enciclopédia virtual da internet, a comissão conseguiu produzir algum trabalho, pois certamente foi sua equipe que redigiu o extenso verbete “Comissão Nacional da Verdade”.

Dela extraio alguns trechos interessantes, a título de material informativo:

· Será formada por sete membros nomeados pela presidente do Brasil Dilma Rousseff e catorze auxiliares, que atuarão durante dois anos, sendo que no final desse período, publicarão um relatório dos principais achados, que poderá ser público ou poderá ser enviado apenas para o presidente da república ou o ministro da defesa.

· Terá o direito de convocar vítimas ou acusados das violações para depoimentos, ainda que a convocação não tenha caráter obrigatório e também a ver todos os arquivos do poder público sobre o período, mas não terá o poder de punir ou recomendar que acusados de violar direitos humanos sejam punidos.

· Além de englobar fatos ocorridos durante o regime militar no Brasil, que ocorreu ente 1964 e 1985, englobará fatos que ocorreram entre os anos de 1946 e 1988.

Relação dos sete membros nomeados:

  1. Cláudio Fonteles: Procurador-geral da República entre os anos de 2003 e 2005;
  2. Gilson Dipp: Ministro do Superior Tribunal de Justiça e membro do Tribunal Superior Eleitoral desde 2011;
  3. José Carlos Dias: Ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso;
  4. José Paulo Cavalcante Filho: Advogado, consultor e escritor;
  5. Maria Rita Kehl: Psicanalista, cronista e crítica literária;
  6. Paulo Sérgio Pinheiro: Diplomata e professor da Universidade de São Paulo;
  7. Rosa Maria Cardoso da Cunha: Advogada criminalista, professora e escritora.

Para acesso a um artigo sobre o choro presidencial, cliqueaqui.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: