Andres Oppenheimer, analista internacional, atribui aos subsídios econômicos a origem da atual crise argentina

O humorismo é muito importante para ajudar a superar as dificuldades da vida e o impacto negativo dos problemas sociais, mas evito a divulgação de piadas de cunho preconceituoso.

Só ajudam a fomentar e sedimentar divergências inúteis; o ser humano é um bicho social e só a integração produz evolução.

A nova e desprezível onda é a de piadas ridicularizando argentinos, comportamento que só cria barreiras, afastamentos, antipatia.

Afinal, a Argentina é o segundo maior país da América do Sul em extensão, economia e população; tem fortes vínculos com o Brasil na indústria, produção agropecuária, turismo, etc.

E com histórico semelhante em manipulação política e instabilidade econômica.

A atual presidente, Cristina Kirchner, foi claramente reeleita por consequência da comoção popular resultante da morte do marido e principal líder político do país, Néstor Kirchner.

Infelizmente, optou pela mais tradicional postura política da América Latina, o populismo, e em seu nome realizou medidas econômicas consideradas irresponsáveis pelos especialistas.

As consequências negativas já estão em curso.

Nesta linha está o artigo “Na Argentina, a festa acabou”, do colunista do jornal norte-americano Miami Herald, Andres Oppenheimer, publicado em O Estado de São Paulo, edição de 24/06/2012; ele afirma que a Argentina desperdiçou “concedendo empregos públicos a seguidores, subsídios em dinheiro a milhões de pessoas e subsídios ao transporte e à energia”.

Cita o próprio ex-ministro da Economia no governo de Néstor Kirchner, Roberto Lavagna, que “estima que os subsídios governamentais para transporte e energia cresceram de US$ 1,2 bilhão no final de 2005 para US$ 19 bilhões no ano passado”.

E informa que a presidente está insistindo, conscientemente, no erro: “Embora o senso comum sugira que Cristina começaria a diminuir os gastos públicos à luz da retração econômica, ela parece estar dobrando suas apostas. Na semana passada, ela anunciou um plano para conceder 400 mil hipotecas a juros baixos e construir 400 mil moradias nos próximos quatro anos.”.

Mais terrível ainda: conta que o dinheiro “será emprestado do Sistema de Seguridade Social do país. O governo diz que o plano criará 100 mil empregos na construção, e ajudará a reativar a economia. Os céticos dizem que o dinheiro desaparecerá nas mãos de autoridades corruptas, como tantas vezes antes, e aposentados futuros não verão um centavo de suas pensões”.

Realmente assustador.

Para acessá-lo, cliqueaqui.

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