Os jovens não possuem a real noção da fragilidade do corpo, e se arriscam por quase nada

No final de abril deste 2012, o noticiário da mídia destacava dois acidentes trágicos automobilísticos envolvendo jovens: o do cantor Pedro Leonardo (filho do também cantor Leonardo) e o encontro de um carro com os corpos de cinco jovens acidentados em Mucuri (Bahia), cinco dias antes.

Pedro provavelmente dormiu ao volante no dia 21, numa estrada do Triângulo Mineiro, e bateu o carro: ficou 80 dias internado, sendo um mês em estado de coma.

E, segundo o site G1, quanto ao outro caso “a polícia acredita que o motorista do carro perdeu o controle em uma curva na BR-101 e acabou caindo em uma ribanceira”; um tenente-coronel entrevistado afirmou que os indícios garantiam que o carro estava em alta velocidade.

O impacto social do inevitável – mas nunca aceito – fenômeno da morte é sempre multiplicado quando as vítimas são jovens, certamente pela inversão do momento. Pela imprevisibilidade.

Ainda que seja notório o despreparo da juventude em lidar com a relação entre a fragilidade do corpo e as situações de risco.

Ouvem mil conselhos desde a infância, mas sempre se arriscam, e algumas vezes ultrapassam os limites.

E no automóvel está o maior risco moderno; até no simples e corriqueiro ato de transporte público ele é elevado no Brasil, estatisticamente comprovado.

E exacerba quando se mistura às emoções, à necessidade psicológica de obter o prazer pelo risco, o que deixa motoristas e passageiros com um pé na soleira do mundo dos mortos.

Para piorar, fatores diversos estão fartamente disponíveis para agravar o quadro, como bebidas, drogas, defeitos mecânicos, vias mal sinalizadas.

Anualmente milhares de jovens deixam de alcançar a maturidade, que provavelmente os ensinaria a evitar riscos desnecessários, inúteis, objetos de um prazer tão efêmero quanto irracional.

Tornam-se meros traços nas estatísticas sociais, e deixam corações despedaçados.

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