Custo baixo incentiva a explosão dos contatos comerciais pelo telemarketing, pelos folders, pelos spams

Os últimos avanços das tecnologias aplicáveis às comunicações aumentaram bastante as opções na área da publicidade, ajudando o vendedor a alcançar o potencial comprador.

E criaram vários veículos de custo baixo, alguns próximos de zero.

Para irritação das pessoas que não são sensíveis ao consumismo; e desespero de quem gosta de sossego, que não quer ser incomodado, que acredita ter direito ao isolamento voluntário.

Um exemplo é o telefone: o grande avanço do setor, capitaneado pelo falecido ministro Sérgio Motta em meados dos anos 1990, barateou os custos e facilitou o aparecimento da indústria do telemarketing, que nos incomoda várias vezes por dia.

Uma novidade recente é a cobrança de qualquer atraso de pagamento por uma mensagem gravada, a ser ouvida pela primeira pessoa que atenda o chamado.

Bom prato para fofoqueiros…

A internet criou um veículo mais barato ainda, que é a propaganda via e-mail.

Trouxe o nome inglês de spam e lota a caixa de mensagens, dificultando o controle.

Um pouco menos barato, apenas um pouquinho menos, é a propaganda via Correio.

O custo é tão baixo que cartas e folders são enviados anos depois da mudança de endereço, ou até da morte do destinatário.

Parece que não existe a preocupação com a conferência do cadastro, o que provavelmente ficaria até um pouco mais caro ou trabalhoso.

Mais uma opção da propaganda baratinha é a entrega de folders, papéis e outros impressos no meio da rua, diretamente para quem está de passagem.

Os recebedores raramente recusam; preferem não correr o risco de algum confronto ou se escudam na ideia de que estão ajudando um trabalhador desempregado.

Sem opção de lixeiras espalhadas por todos os cantos da cidade, jogam o papel no meio da rua, criando um novo problema, a limpeza das ruas.

Alguns irritados com os aborrecimentos causados por estas várias formas de publicidade brandem o direito de não serem incomodados, mas não percebo um forte posicionamento social nesta direção.

Tanto é cultural a insistência do vendedor quanto a passividade do povo brasileiro, que só reclama quando entende que determinado caso virou abuso, que passou dos limites.

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