O mercado do cavalo envolve muito dinheiro e empregos, mas daí a superar a da indústria automobilística, é exagero

A minha formação autodidata em uma área mais tradicional das ciências sociais, que é a História, me ensinou o valor da pesquisa e também da informação correta, exata.

Num contraponto, a minha vivência nas atividades da equinocultura, e especificamente nas exposições e corridas de cavalos, me ensinou a desacreditar das informações sobre a circulação de dinheiro no setor.

Profissionais do ramo anunciam negócios vultosos, milionários mesmo, que não podem ser comprovados, pois foram realizados entre particulares. Negócios reservados.

E acrescento que até mesmo os preços nos leilões, individuais ou globais, podem ser superdimensionados.

A mídia contribui para o festival de ilusões: os próprios repórteres priorizam as informações sobre negócios milionários, ainda que o único documento comprobatório seja a palavra do interessado.

E o público parece apreciar o enfoque, mesmo que seja só para criticar no dia seguinte:

— É um absurdo alguém pagar 1 milhão por um cavalo, e tanta gente passando fome…

O mote para falar desta corrente de ilusões foi a reportagem da edição de agosto de 2011 da revista Globo Rural sobre a raça Quarto-de-Milha; mais especificamente, o trecho abaixo, baseado em informações de Aluisio Marins, professor da Universidade do Cavalo, de Sorocaba (SP):

Marins observa que o mercado para quase todas as raças evoluiu após o último levantamento da CNA [Confederação Nacional da Agricultura], o que torna plausível um movimento financeiro acima dos R$ 10 bilhões por ano. “É uma indústria cuja receita seguramente supera a da automobilística”, diz. É óbvio que a criação de equinos — considerando todo o território nacional — é um mercado que produz renda e empregos em grande quantidade.

Alguém deveria dizer ao professor – que é profissional do ramo, parte interessada portanto – que, para superar a indústria automobilística, há que se fazer muito malabarismo estatístico.

Para acesso ao inteiro teor do artigo, cliqueaqui.

De lambuja, reproduzo do mesmo site a foto abaixo, tirada no único hipódromo – que eu saiba – que faz corridas regulares para a raça Quarto-de-milha, em Sorocaba (SP):

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