Lee Siegel, cronista americano, estabelece uma relação entre os movimentos musicais e as revoluções sociais

Como diria um amigo — para ser mais realista, uma pessoa bem conhecida — que gosta de frases de efeito, determinantes, bem definitivas: a música acabou.

É o que constato quando coloco os meus CDs para tocar rock progressivo, new age, às vezes jazz, clássicos.

Sou a pura expressão de um dinossauro musical, mas ninguém será capaz de me convencer que o século 21 produz música de qualidade.

Causas e fatores de tamanha decadência são temas para análises longas pois as explicações são muitas (e boa parte delas verdadeira); para não entrar num longo ensaio incompatível com o formato do blog, selecionei dois trechos da crônica Na era do suingue, escrita pelo norte-americano Lee Siegel e publicada no jornalão O Estado de São Paulo em 27/05/2012.

Já no primeiro e longo parágrafo ele fala de algo que já estava presente em minhas observações: as íntimas ligações da música com a rebeldia juvenil norte-americana, revoltada e amedrontada com a convocação obrigatória para a terrível e desumana guerra do Vietnã:

Mas é certo que os EUA não teriam saído do Vietnã sem o desaparecimento da melodia em meio ao marcante ritmo do rock e seu barulho ensurdecedor. A ameaça implícita parecia ser: tragam os soldados para casa e prometemos abaixar o volume.

E encontrou situações análogas em períodos anteriores da História:

A Revolução Francesa teve como catalisador musical As Bodas de Fígaro; os exércitos imperialistas e democratizantes de Napoleão marcharam pela Europa acompanhando a cadência da sinfonia Eroica, de Beethoven; Prokofiev compôs a trilha sonora dos filmes de Sergei Eisenstein, que acompanharam a Revolução Russa. Nos Estados Unidos, o jazz da era do suingue impulsionou o New Deal; o jazz mais cool e a Motown marcaram o início da era dos Direitos Civis; a disco abasteceu as energias da liberação gay.

Mais à frente Siegel brinca com a influência da Bossa Nova brasileira nos Estados Unidos e até na separação dos próprios pais.

Para ler a crônica, cliqueaqui.

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