Aeroporto de Guarulhos agora tem camelôs circulando entre os passageiros enquanto órgãos públicos disputam a responsabilidade da repressão

Espera-se uma grande movimentação turística no Brasil com a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016), e os aeroportos são as portas de entrada.

Mas os grandes aeroportos nacionais não estão bem classificados, nas estatísticas internacionais, em quesitos como organização da entrada de imigrantes, preços de serviços e segurança.

Já fui vítima da deficiência de segurança no Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, mas felizmente o conteúdo da minha mala não agradou o ladrão, que se contentou em estragar o fecho, sujar as roupas com uma mão molhada (dia chuvoso) e levar uma barra de chocolate. Que entupa as veias!

Recentemente os telejornais mostraram as imagens de roubos perpetrados (palavrinha forte) no Aeroporto de Congonhas, também em São Paulo, por descuidistas que aproveitaram as distrações dos descuidados.

E o jornal O Estado de São Paulo, de 29/04/12, apresenta a última novidade da desorganização brasileira: a tolerância a vendedores ambulantes (camelôs) no interior do aeroporto de Guarulhos, que é o maior do país:

Nos cafés localizados no primeiro andar, entre os embarques nacional e internacional, eles abordam passageiros nas mesas. Sacos com bloquinhos de papel, caneta e chaveiros são colocados ao lado de bandejas com salgados ou sucos, com o preço e a mensagem do vendedor em destaque. 

Quanto mais lotado o aeroporto, mais ambulantes aparecem. Os passageiros ficam meio desconfiados, principalmente os gringos, diz uma vendedora de uma lanchonete que pediu para não ser identificada. A oferta confunde turistas estrangeiros que, sem entender a mensagem em português, não sabem se é gratuito ou não.”.

Eles copiaram um comportamento que é rotina em qualquer grande cidade brasileira: quando um semáforo em local de grande movimento fica vermelho, vendedores-corredores colocam um saquinho de balas no espelho retrovisor dos primeiros carros, geralmente ao preço de um real (para facilitar, pois o prazo é curto) e quando a luz está quase esverdeando eles recolhem o dinheiro ou o saquinho.

Pelo menos eles ainda não estão correndo na pista, entre os aviões…

O problema deveria ser fácil de resolver pois a atividade é ilegal, mas a mesma reportagem ressalta a preguiçosa política do toma-que-o-filho-é-teu:

O delegado Ricardo Guanaes Domingues, titular da delegacia do Aeroporto de Cumbica, diz que cabe à prefeitura de Guarulhos coibir a ida dos ambulantes para o aeroporto.”

No entanto:

A prefeitura de Guarulhos afirma que o problema é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).”.

E por um terceiro lado:

A Infraero, por sua vez, afirma que tem se esforçado para retirar os ambulantes de áreas públicas, mas ressalta que não tem competência legal para essa ação, uma vez que a área do aeroporto é pública, não privada.”.

Quais são os problemas do comércio ambulante? A matéria não diz, mas são óbvios: perda de impostos, desorganização social e facilitação de roubos, pois é por brechas como esta que os ladrões se infiltram.

Para acesso ao inteiro teor da reportagem, cliqueaqui.

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