Grandes hospitais reduzem custos usando a lei da filantropia

Não há dúvidas de que o Brasil atravessa seu melhor momento econômico, período iniciado em 1993 pelo Plano Real.

Mas, quando observamos suas intermináveis comunidades, entendemos que é uma nação que não sabe se organizar de forma igualitária, justa e objetiva.

Se podemos complicar, para que simplificar?”. A pergunta maluca parece natural em nossa cultura.

Os hospitais são um exemplo adequado: no Primeiro Mundo estão sujeitos à mesma faixa de tributação; aqueles que não organizam sua administração e suas contas, quebram.

No Brasil, muitos sobrevivem por décadas em pré-insolvência, dependentes da influência dos políticos, que conseguem doações – sob vários disfarces – de dinheiro público.

Agora é possível reduzir custos através da obtenção do certificado de filantropia, oficializado pela lei 12.101 de 2009, que concede isenção fiscal a partir de uma avaliação a ser realizada por técnicos.

O jornal O Estado de São Paulo de 19/02/2012 dedicou uma página a este tema através da reportagem “Hospitais com selo de filantropia realizam 135 projetos para o SUS”.

Extraio o lide (parágrafo de abertura) da matéria:

Graças ao certificado de filantropia e ao reconhecimento como hospitais de excelência conquistado em 2008, Sírio-Libanês, Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Hospital do Coração (HCor), Samaritano e Moinhos de Vento deixaram de recolher quase R$ 1 bilhão de encargos trabalhistas nos últimos três anos. Em troca, realizaram cerca de 135 projetos de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). Alguns deles, afirmam especialistas, suprem carências importantes da rede pública. Falta, no entanto, um foco mais definido para o conjunto.”.

A expressão “R$ 1 bilhão de encargos trabalhistas nos últimos três anos” parece ter sido um equívoco que confunde o leitor; trata-se, simplesmente, de uma isenção fiscal.

A reportagem não foi denunciatória nem esgotou o tema, limitou-se a entrevistas que defenderam o trabalho dos hospitais beneficiados, ou argumentando que o dinheiro seria mais bem usado em assistencialismo puro.

O jornal falhou em não citar a fonte da informação financeira, não explicou como foi feito o cálculo do valor que cada um dos seis hospitais deixou de recolher.

Um tema importante, mas que precisa de reportagens complementares.

Para acesso ao inteiro teor da matéria, cliqueaqui.

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