Precipício no alto da escada do viaduto, em Santa Tereza (Belo Horizonte)

Decepciona a irresponsabilidade dos executores das obras públicas no Brasil.

O caso mais antigo de que me lembro data dos anos 1980: o alegre Gilberto, companheiro das corridas de cavalos no Hipódromo Serra Verde (Belo Horizonte) errou a saída do túnel da Lagoinha – em duplicação – e deu de frente com um ônibus. Morreu.

Era uma obra grande e mal sinalizada; eu me lembro bem deste detalhe e, mesmo se não lembrasse, certamente foi assim, pois esta é a praxe brasileira.

Apresento e comprovo um caso recente, ainda presente: a escada do viaduto José Maria Torres Leal, bairro Santa Tereza, Belo Horizonte.

Foi aberto um vão e a escada construída na metade: na outra metade, um paredão aberto, um convite para um acidente. Sequer um parapeito, uma mureta, um mero aviso.

A saída do viaduto para avenida dos Andradas está em obras há meses; a obra é pequena, mas a lentidão segue jogando os prazos para o alto.

Se alguém se acidentar, e a mídia noticiar, a Prefeitura e seus contratados vão, no máximo, publicar uma nota de lamentação.

De preferência pela internet, para nada pagar.

escadaria

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