Intelectual Antônio Cândido acredita que as diferenças de comportamento entre paulistas e cariocas estão se reduzindo

O norte-americano abrasileirado Matthew Shirts publicou em 26/09/11 a sua última coluna quinzenal n’O Estado de São Paulo; no post-scriptum anunciou que vai se transferir para a edição paulista da revista Veja.

Shirts tem um histórico de vida que está longe de ser único, mas sempre nos causa surpresa, perplexidade até: norte-americano da Califórnia, chegou ao Brasil recém-formado como universitário (área de ciências sociais), sem falar português, e com a convicção de que iria ficar alguns meses ou mesmo poucos anos, para iniciar sua especialização profissional.

Já está aqui há mais de três décadas, formou família brasileira, virou jornalista e cronista. É o redator-chefe da revista National Geographic.

Sempre causa estranheza a troca do Primeiro Mundo por um país que tem, evidentemente, seu lado bom, mas que convive com pobreza, violência, descaso de órgãos públicos e trânsito estressante (ele vive em São Paulo, que jura adorar).

A coluna de despedida do Estadão foi dedicada a três cientistas sociais: seu ex-professor Richard Morse, o historiador Sérgio Buarque de Holanda e o crítico literário Antônio Cândido.

O gancho do texto foi uma palestra de Antônio Cândido (de 93 anos, único sobrevivente do trio) que ele assistiu 12 dias antes.

No texto de Shirts, recorto e destaco:

Na primeira metade do século 20, paulistanos e cariocas eram vistos pelo resto do Brasil, como tipos antagônicos, segundo o professor, mineiro de origem. Não vou conseguir reproduzir a graça e genialidade da apresentação do Cândido. Mas me lembro de que o carioca não costumava responder a cartas naquele tempo, enquanto era possível contar com uma resposta, sim, do paulistano. O primeiro cultivava mais as festas e o segundo, os automóveis. Um tendia para a tranquilidade e o outro para a pressa. Os dois tipos eram vistos deste modo pelo resto do País, segundo o professor. Havia, naquele tempo, uma grande distância física, cultural e de costumes entre as duas capitais, frisou.

Partindo do intelectual que o disse, trata-se de uma constatação, de uma teoria bem embasada, de um fato sociológico e histórico.

Ouso comentar que os dois estereótipos não estão mais tão bem demarcados hoje quanto na época abordada, principalmente por causa da influência dos veículos de comunicação, que aproximam falares e costumes, reduzindo as diferenças.

E também dos veículos motorizados, transportando pessoas e aumentando o contato. E facilitando a interação de costumes.

Para acesso ao inteiro teor do texto, CliqueAqui.

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