No cinema, o sexo é feito contra a parede ou em cima de uma mesa (e não na velha e tradicional cama)

O Programa do Jô (Soares) de 19/09/11 apresentou uma entrevista com Maurício Nunes, autor do livro “Sexo, Cinema e dois Corpos Fumegantes”.

Durante a conversa, o Jô generalizou e perguntou porque, nas cenas de sexo dos filmes, o homem não tira a roupa da mulher suavemente, porque prefere o ato de arrancar.

Também perguntou porque o sexo é feito contra a parede ou em cima de uma mesa, e não na velha e tradicional cama.

Como o foco do autor não era sociológico ou psicológico, a conversa resvalou para os exemplos, para casos e histórias.

Aproveitei a discussão para me lembrar de um exemplo bem adequado.

Em 1996, o filme O Quatrilho, de Fábio Barreto, foi indicado para a lista final de cinco candidatos ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Assisti-o pouco antes da festa do Oscar e tinha certeza de que ele não ganharia, por culpa de uma cena de sexo sobre uma mesa através dos personagens de Glória Pires e de Alexandre Paternost (um ator que jamais conseguiu outro papel importante na carreira).

A cena era gratuita e até inadequada para o enredo, considerando as estruturas dos personagens e os costumes da época em que a história se passou; só entrou no filme para criar impacto e obter bilheteria de um público erotizado, como o é o brasileiro.

Naquela cena eles perderam a chance de ganhar o importante prêmio.

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