Senhorita, qual é a sua graça? (algumas expressões em desuso na língua portuguesa)

Meu saudoso amigo Júlio Queiróz era um remanescente do uso de velhas expressões linguísticas, algumas já em desuso.

Ao cumprimentar uma nova cliente de sua clínica veterinária, ele perguntava:

— Senhora ou senhorita?

Só depois que a resposta da surpreendida senhorita (ou senhora) indicava a forma de tratamento a ser usada é que ele iniciava a anamnese, que é o levantamento de informações sobre o paciente.

Outra expressão que já estava caindo em desuso, mas que ele gostava, era:

— Qual é a sua graça?

A “graça” é o nome do interlocutor, informação que poucos jovens da atualidade devem saber.

Encerrando a lembrança do meu amigo e vasculhando a memória para procurar casos semelhantes, chego a outra expressão em fase de esquecimento: a palavra “própria” usada como redução de “a própria pessoa”.

— Desejo falar com a Maria da Penha, por favor!

— O senhor está falando com a própria.

O povo brasileiro, que vai se adaptando à cultura do politicamente correto com muita resistência, recentemente incluiu a “loura burra” em sua lista de vítimas de provocação.

Uma das piadas mais infames sobre as louras é a que se segue, em formato de história em quadrinhos (pescada no site do Humortadela pouco antes da falência do site):

Piada de loura do Humortadela

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