Mídia relata o risco de desaparecimento de uma tradição de Belo Horizonte: passeio de jegue, pelas crianças, no parque municipal

O Brasil não é pródigo em parques municipais localizados nas áreas urbanizadas das grandes cidades, mas tem alguns.

O principal de Belo Horizonte fica localizado bem no centrão, em frente à prefeitura.

É uma batalha para a prefeitura cuidar da manutenção: conter vândalos, expulsar vagabundos, podar árvores, recolher sujeira.

Passei por lá recentemente numa manhã de domingo; estava cheio de visitantes e me pareceu bem cuidado, dentro do que é possível.

Uma atração tradicional é a tropa de jeguinhos (ou jumentinhos, palavra um pouco mais conhecida no centro-sul do país), uma alegria para a criançada, passeio que já tive oportunidade de fazer uma vez, décadas, décadas e décadas atrás.

Segundo matéria do jornal Estado de Minas de 31/08/11, desde a década de 1940 eles são levados para o parque aos sábados, domingos e feriados em uma rotina trabalhosa:

Todos os sábados e feriados, entre as 3h e as 4h, o Sítio do Sumidouro, a cinco quilômetros de Itaúna, no Centro-Oeste de Minas, numa estrada de terra, começa a se movimentar: é hora de lavar o rosto, tomar o café e começar a preparar o embarque dos 15 jeguinhos, que já estão à espera, presos num pequeno curral de madeira onde, nos últimos dias, devido à seca e à falta de capim nos pastos, têm passado a maior parte do tempo. Um caminhão Mercedes, ano 1981, vai rodar com eles 95 quilômetros, numa viagem até o Parque Municipal Américo Renné Gianetti, no Centro de Belo Horizonte. Aqui eles serão desembarcados, numa operação meio complicada, devido ao trânsito, em uma rua perto da Avenida dos Andradas. Os proprietários ainda estão negociando a permissão para descê-los dentro do parque, o que seria mais prático.”.

Relata, ainda, que: “A tradição, que há 70 anos vem fazendo a alegria da criançada da capital, está ameaçada de ser interrompida, segundo o dono dos animais, João Rafael Antunes, que herdou o negócio do pai, o verdureiro e dono de um carrinho de pipocas no parque Zacarias Antunes. No início da década de 1940, vendo a possibilidade de um bom negócio, ele adquiriu dois cavalos e três jumentos de um certo Walfrido.”.

São dois os problemas enfrentados: o alojamento fixo dos animais (foram três mudanças em seis anos) e a saúde do proprietário João Rafael Antunes.

A reportagem de uma página também relatou o contentamento de crianças pequenas durante os sete minutos da volta, que custa R$ 2,50.

Não podemos negar que o tempo a tudo muda e as velhas tradições sempre são abandonadas ou, no mínimo, alteradas; mas me permito torcer para que esta, tão agradável para as crianças, ainda persista por algum tempo.

Para acesso ao inteiro teor da reportagem, CliqueAqui.

A foto acima foi copiada da mesma matéria, do jornal Estado de Minas.

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