Mortalidade infantil brasileira se concentra nos filhos de mães adolescentes, e nas regiões norte e nordeste

Quando aprendi os rudimentos de história e geografia, na fase escolar que hoje se chama primeiro grau, tive que decorar que o Brasil era um país com elevadas taxas de mortalidade infantil.

Neste espação de tempo elas caíram muito, mas a nação trocou um problema por outro: elevadas taxas de mortalidade juvenil e adulta, causadas pela violência.

Mas a mortalidade infantil ainda está acima dos padrões do Primeiro Mundo, e se concentra nos filhos de mães adolescentes e nas regiões norte e nordeste.

O telejornalístico Jornal Hoje, da TV Globo, edição de 05/09/11, fez uma rápida reportagem sobre o tema, partindo de uma pesquisa da ONG Visão Mundial.

Segundo a matéria, o “estudo feito pela ONG Visão Mundial mostra que nos últimos dez anos o índice de mortalidade infantil em geral caiu em todo o país. Mas quando se trata da gravidez na adolescência a situação não melhorou nada.

A pesquisa revela um dado assustador: por dia, nove crianças – filhas de mães adolescentes – morrem antes de completar um ano. Isso representa 20% do total de mortes de meninos e meninas em todo o Brasil.

Ainda de acordo com a pesquisa, no Norte ou no Nordeste, a chance de um bebê morrer antes de completar de um ano é duas vezes maior que na região Sul e Sudeste. A pior situação é em Alagoas, que registrou índice de 47 mortes a cada mil crianças nascidas vivas.

‘Em famílias que têm até meio salário mínimo de renda per capita, 18% das adolescentes engravidam. Nas famílias de até cinco salários mínimos de renda per capita, esse número cai pra 1%’, declara Maurício Cunha, integrante da ONG Visão Mundial.

A pesquisa concluiu que as principais causas de mortalidade entre os filhos de mães adolescentes são: nascimentos prematuros, peso abaixo do normal dos bebês e má qualidade no atendimento pré-natal”.

A reportagem começou com um caso escolhido a dedo (bem ao estilo das matérias televisivas) para ilustrar o assunto:

A dona de casa, Jéssica Carvalho, ficou grávida de gêmeos aos 15 anos, e perdeu os bebês no quinto mês de gestação. ‘Eu fiquei com problema de pressão alta, ficava com tontura, caindo pelos cantos’. 

Hoje, aos 20 anos, ela tem três filhos e faz parte de outra triste estatística: para ser mãe, parou de estudar. ‘Eu tinha voltado a estudar, eu tava só com esse, mas quando eu descobri que tava grávida de outro, ainda continuei, mas quando eu tive ele, parei’, comenta Jéssica Carvalho, dona de casa. 

Jucilene Carvalho, a mãe de Jéssica, conhece bem esta história. Ela tinha 16 anos quando engravidou pela primeira vez. Não fez o pré-natal como deveria. O bebê morreu antes de completar três meses.”.

O que assusta na história de Jéssica e Jucilene é saber que ela se multiplica por centenas de milhares ou mesmo milhões, e as consequências também são péssimas para as crianças que escapam das taxas de mortalidade, mas passam a vida incluídas nos baixos índices de desenvolvimento humano.

É decepcionante ver tantas pessoas fadadas a uma vida, no mínimo, limitada, sem a possibilidade de usar as vantagens dos avanços científicos e tecnológicos.

E também ver que uma parte substancial e representativa destas pessoas cai no pior dos quadros: doença, violência, droga, depressão, infelicidade.

Como decepciona a incapacidade brasileira de atacar e resolver os problemas sociais de forma objetiva e eficiente!

Para acesso ao inteiro teor do texto, CliqueAqui.

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