Balanço do atentado terrorista de 2001: Bin Laden morto e EUA em crise econômica

Bin Laden venceu. Esta foi a grande manchete da revista Carta Capital, a única entre os quatro semanários sérios a dedicar a capa à passagem do 10º aniversário do atentado terrorista.

Não foi a única publicação a explorar a dicotomia vitória-derrota na lembrança do evento; esta é, aliás, uma questão de ponto de vista, pois destacar o enfraquecimento da Al Qaeda é o argumento básico dos que acreditam na vitória americana, enquanto a crise econômica dos EUA é o argumento básico dos que teorizam a vitória dos terroristas.

Em 04/09/2011, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma entrevista – sobre as consequências do evento – com o acadêmico e jornalista indiano-americano Fareed Zakaria, que é apresentado como “nascido em Mumbai, doutor por Harvard, é colunista da revista Time e apresentador da CNN”.

Ele não o diz diretamente, mas lendo toda a entrevista o leitor deduz que as duas partes perderam.

Assim analisou as consequências para os radicais islâmicos: “Respondemos de forma vigorosa à ameaça – não falo do Afeganistão e Iraque, mas de medidas de contraterrorismo. Rapidamente rastreamos os líderes e seu dinheiro. Com isso, o que temos hoje são pequenos grupos terroristas ao redor do mundo, mas que só conseguem operar dentro de suas áreas e, ironicamente, perdem apoio local ao matar sua própria população.”.

E para os Estados Unidos da América: “lembraremos do 11 de Setembro mais pela reação exagerada dos EUA do que pelos atentados. Foram lançadas duas amplas guerras – Afeganistão e Iraque -, longas e custosas demais. A resposta aos ataques mudou mais o mundo do que os próprios atentados”.

No final da entrevista, volta a criticar George Walker Bush e seus apoiadores: “‘Como um pequeno grupo de malucos nos assustou tanto e como eles conseguiram sequestrar nossas políticas externa e econômica?’ Deveríamos ter ficado mais tranquilos e mantido o foco nos grandes desafios do mundo.”.

Sobre a recente série de revoltas populares dentro dos países de população majoritariamente islâmica, Zakaria analisou: “O Islã realmente é a civilização mais relutante em aceitar o mundo globalizado. Mas é preciso ler a mensagem da primavera árabe: essas populações querem ‘alcançar’ o restante do mundo. É, portanto, um erro falar na incompatibilidade entre o Islã e o mundo moderno. O choque que existe é dentro da civilização islâmica, entre uma maioria de moderados e uma minoria reacionária.”.

Para acesso ao inteiro teor do texto, CliqueAqui.

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