TV Globo unifica o falar de nordestinos, paulistas e gaúchos (A influência da televisão na língua e no comportamento – IV)

Os sotaques regionais brasileiros correm o risco de desaparecer: a TV Globo, há décadas a maior audiência da telinha nacional, só permite um uso mínimo, discreto, restrito.

E, ainda assim, apenas na teledramaturgia, pois no jornalismo o sotaque foi praticamente inexiste, foi deletado, eliminado pelas edições.

O s sibilante do carioca, o rrrr gutural e arrastado do paulista, o falar lento do mineiro, engolindo letras e unindo palavras, só existem nas ruas do triângulo básico da geografia nacional.

Os sotaques facilmente reconhecíveis do nordestino e do sulista, suas expressões típicas e seus vocábulos exclusivos, frequentam muito as reportagens sobre costumes regionais mas inexistem na locução unificada do telejornalismo.

É positivo ou negativo? Depende do ponto de vista de evolucionistas (que respondem sim) e conservadores (não!).

Com certeza, a tendência a uma uniformização do falar nacional é inevitável: a aproximação entre comunidades, cidades, pessoas e povos por influência do avanço das telecomunicações é muito forte.

E se um grande veículo de comunicação, como é a Globo há décadas, incentiva esta uniformização, a aceleração do processo é inevitável.

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