Beijo de homem com homem, um golpe no machismo (A influência da televisão na língua e no comportamento – III)

Outro costume que vem sendo difundido pela televisão, mas que ainda está muito restrito, é o beijo de cumprimento entre homens.

E – raridade! – desta vez a influência não vem dos EUA, onde o cumprimento é bem mais formal, jamais passa do aperto de mão entre desconhecidos, independentemente do sexo.

Vem de uma normalmente modesta fonte de influência internacional: o Leste europeu.

No Brasil está sendo usado entre os jogadores de futebol e entre pais homens e filhos homens.

Algumas hipóteses sociológicas que me veem à mente são o desejo de transgressão de velhas regras sociais (no futebol) e a tendência ao maior contato físico do povo brasileiro.

Tem grande chance de “pegar”, de ser incorporado aos costumes tropicais; afinal, o velho machismo tem cedido terreno para os grupos sexualmente independentes, e seus símbolos perdem força.

Homem não beija, homem não chora: regras que os pais não ensinam mais.

O costume importado vai ajudar a aumentar a confusão sobre a etiqueta do número de beijos: o certo é um, é dois, ou é o “três pra casar”?

O terceiro, o “pra casar”, vai perder a parada se os índices de casamentos formais continuarem em queda livre.

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