Brasileiros banalizaram o Eu Te Amo por culpa do inglês (A influência da televisão na língua e no comportamento – I)

Amor e love não são a mesma coisa.

Na tradição luso-brasileira o conceito de amor é bem definido: atração física entre homens e mulheres.

A palavra também é aplicada naturalmente na relação entre o Deus católico e suas crias humanas, ou entre pais e filhos. E situações bem assemelhadas.

Já o inglês love tem um sentido bem mais amplo, bem mais próximo de gostar do que de amar.

Nos Estados Unidos, fechar uma conversa com um I Love You é corriqueiro entre parentes ou pessoas de relação bem próxima; soa mais como um recurso de conversação do que uma declaração de amor.

É o alô de saída…

Os tradutores profissionais não encontram equivalência na língua portuguesa e não perdem tempo acionando a criatividade; substituem sempre pelo Eu Te Amo e passam para a próxima frase, pois a produtividade é a base da filosofia capitalista.

O resultado é bem visível nas reportagens de costumes, como nas entrevistas com populares nas compras de natal, dias dos pais e mães, carnaval: o Eu Te Amo aparece a todo momento, bem gratuito, bem semelhante aos filmes e seriados televisivos.

E a inevitável e já secular influência da língua inglesa segue afetando a portuguesa.

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