Fátima Pelaes, deputada envolvida na corrupção do Ministério do Turismo, nasceu de um estupro na penitenciária

Trinta e seis pessoas foram presas no mais recente escândalo brasileiro, a Operação Voucher, em 09/08/11, inclusive o “vice-ministro” (secretário-executivo) do Turismo, Frederico Costa, e o ex-secretário-executivo da mesma pasta Mário Moysés; todos foram algemados como se representassem perigo físico para os policiais, e liberados em poucos dias.

Também no centro do mesmo furacão também está a deputada federal amapaense Fátima Pelaes, de 52 anos; ela teria recebido pelo menos 500 mil de propina.

As provas contra a deputada ainda não passam de indícios, mas são fortes, já que ela foi a autora da “emenda ao orçamento da União que destinou R$ 4 milhões ao Ministério do Turismo para a execução do convênio 718467/2010, cujo objeto era a capacitação para o turismo do Amapá”.

E também indicou “a Conectur para a execução do convênio 702720/2008, cujo objeto era a realização de estudos e pesquisas sobre logística no turismo do Estado do Amapá, no valor de R$ 2,75 milhões”. (informações do site amapaense http://www.amazoniabrasil.com)

O dono da Conectur é o pastor evangélico Wladimir Furtado, ex-prefeito da cidade de Ferreira Gomes (AP); segundo reportagem do Estadão de 14/08/11, “a verba foi liberada, mas o projeto não saiu do papel. E o dinheiro sumiu”.

Depois de solto, o pastor evangélico tentou aparentar distanciamento da deputada: “não tenho confiança na conduta dela” (mesma fonte).

De acordo com o jornal concorrente Folha de São Paulo, é deprimente a história de vida da parlamentar: “Responsável pela destinação de milhões de reais para a ONG que desviou recursos do Ministério do Turismo, a deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP) é conhecida no Congresso por sua história parecer enredo de filme.

A mãe engravidou dela quando estava presa por homicídio, em Macapá. Ela matou o marido após descobrir que ele a traía com a vizinha.

A futura deputada só saiu do presídio quando tinha cinco anos, graças a um indulto de Natal. Com a ajuda das irmãs mais velhas, formou-se em sociologia.”.

A literatura cor-de-rosa nos ensina que pessoas que cresceram na violência, na tragédia e na miséria podem se tornar lutadoras, bondosas e até mesmo “santas”; já a psicossociologia ensina que a grande maioria dos seres humanos tende a recriar ou repetir o ambiente que os formaram.

Pais violentos geralmente apanharam muito na infância.

Mas a cultura brasileira é de tolerância e de piedade pelos sofridos; a esperta parlamentar já aproveitou uma oportunidade de apelar para a solidariedade pública usando seu passado, em 2010, quando disse, na Câmara Federal, que “esta mulher que está aqui hoje nasceu e não sabe quem é o seu pai”.

Infelizmente, sua atuação política é uma das incontáveis provas de que a sociedade não se organiza quando afrouxa na função obrigatória de fiscalização e de controle.

Esperemos que a participação da deputada seja investigada a fundo e que o mandato seja cassado se for confirmada a irregularidade; e, se aparecerem provas, que ela também seja processada pelo Poder Judiciário.

Para acesso ao inteiro teor do texto do Estadão, CliqueAqui; e para a da Folha, CliqueAqui.

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