Luis Fernando Veríssimo ironiza os textos acadêmicos e eruditos

O texto jornalístico é a mais democrática das formas de comunicação social, pois sua regra básica é a redação enxuta, objetiva e direta, permitindo a compreensão do maior número possível de leitores.

Deveria ser adotado pelo mundo acadêmico — o mundo das universidades — que, curiosamente, prefere o texto rebuscado, supostamente intelectualizado; formato que, por isso mesmo, restringe os leitores a um grupo pequeno.

Este rebuscamento hermético tem sido alvo de ironias e gozações, como as deste microconto (um contículo, como o denomina o autor) de Luis Fernando Veríssimo, publicado n’O Estado de São Paulo de 17/07/2011:

Era uma vez uma vaca Vitória. Ela deu um pum – e acabou a história. Mas isto é apenas a narrativa consequencial, descontextualizada, despida dos seus aspectos ecológicos e reduzida a uma linearidade silógica (animal enquanto Natureza não consciente + flato = escatologia nos dois sentidos) cuja brevidade quase aforística lhe empresta uma dimensão totêmica.

E “Vitória”, claro, é um pseudônimo.”

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