Não se sobrevive ileso na profissão de repórter investigativo (caso Roberto Cabrini)

Em matéria de 12/07/11, informa a Folha de São Paulo que: “Mais de três anos depois de ser preso, a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo concluiu que o repórter Roberto Cabrini, hoje à frente do “Conexão Repórter”, do SBT, foi alvo de uma armação de policiais civis.

E relembra o caso: “Em abril de 2008, Cabrini ficou preso por dois dias acusado de levar dez papelotes de cocaína em seu carro.

Na época, ele estava com uma comerciante que havia lhe prometido entregar vídeos comprovando a ligação entre integrantes da facção criminosa PCC com policiais.

Segundo a investigação, a comerciante comprou a droga para forjar o flagrante e avisou os policiais.

No relatório final da Corregedoria, que foi encaminhado ao Ministério Público, não há uma explicação sobre o motivo de os seis policiais envolvidos, entre eles um delegado, terem armado a prisão.”

Achei tão óbvia a armação que, ainda no mesmo mês de abril de 2008, redigi um post neste blog, quando argumentei: “Mesmo que ele fosse usuário constante – algo improvável, incompatível com a sua vida hiperativa – por que a polícia ia parar um jornalista famoso, figurinha fácil na mídia televisiva, e optar por uma revista completa? Dirijo há 30 anos e só me lembro de umas duas blitzes que incluíram a revista do porta-malas do meu carro.

A matéria da Folha aponta, ainda, o mandante do crime: “uma das hipóteses apontadas pela Corregedoria envolve Oscar Maroni Filho, dono da boate Bahamas.

Segundo Vivian Milczewsky, ex-namorada de Maroni Filho, a prisão foi forjada para se vingar de uma reportagem na qual o Bahamas apareceu como “prostíbulo de luxo”. Ouvido pela Corregedoria, Maroni negou.

“Fui vítima da banda podre da polícia, que foi alvo das minhas denúncias”, disse Cabrini. Em relação a Maroni, Cabrini afirmou que o empresário é uma das pessoas que se incomodaram com suas reportagens.”

Oscar Maroni, empresário de passado tenebroso, já era uma figurinha conhecida em São Paulo e chegou ao noticiário nacional quando se descobriu que foi um dos causadores indiretos do pior acidente aéreo do país: o voo TAM 3054, que não conseguiu freiar em Congonhas no dia 17 de julho de 2007, matando 187 passageiros e 12 pessoas num prédio.

Nas investigações do acidente, a mídia descobriu que a pista de Congonhas, que já é curta para os padrões internacionais, ainda perdia mais uns 200 metros na área de pouso por causa de um prédio alto pertencente a Maroni.

E que este conseguiu um alvará ilegal de construção subornando funcionários da Prefeitura de São Paulo.

Para acesso ao inteiro teor do texto, CliqueAqui.

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