Síndicos brasileiros não conseguem cumprir apenas o papel de administrador

Conheci Barcelona (Espanha) no último ano que começou com o dígito 1 (1999, para quem está com alguma síndrome de baixa concentração).

E aprendi que é uma cidade de população equivalente a Belo Horizonte, mas menor em tamanho pois as pessoas preferem morar em prédios residenciais.

Perguntei ao meu hospedeiro se os problemas de administração de condomínios eram tão complexos e frequentes quanto no Brasil, e a resposta foi negativa.

Certamente havia condomínios com moradores mais complicados que os vizinhos dele — coincidentemente situado na Calle (rua) Brasil — mas é improvável que as dificuldades tenham a constância com que ocorrem por aqui.

Na terra cabralina parece difícil entender coisas simples: o síndico é um mero representante dos moradores, um executor das decisões da assembleia, um representante perante os órgãos públicos ou privados.

As pessoas aceitam o cargo de síndico por muitas razões que vão além do simples cumprimento de uma formalidade: já observei fatores diversos como o desejo de obter alguma forma de poder ou apenas exercer uma atividade para suprir uma vida de ócio.

Ou o desejo de controlar a conta bancária do grupo, por motivos inconfessáveis.

Uma vizinha de apartamento me contou que, no prédio onde residia anteriormente, ela assumiu o cargo de síndica em substituição a uma senhora simpática e educada.

Pouco depois contratou os serviços de um pedreiro que já fizera outras obras no prédio; ele era uma pessoa simples e ingênua, que lhe perguntou, na hora do pagamento: “A senhora também quer um recibo com valor maior, como a outra síndica pedia?”.

Comentários são dispensáveis…

O jornal O Estado de São Paulo ilustrou uma matéria de 31/08/2008 sobre síndicos com a descrição — em tom de brincadeira suave — de alguns tipos:

Político — Se dá bem com todos, foge das brigas e não resolve os problemas.

Xerifão — Age como se fosse o dono do pedaço. Uma de suas ferramentas de ação é a multa, e sem muita parcimônia.

Neurótico – Implica com tudo e com todos. É o chato.

Pacificador – Tem paciência para ouvir os condôminos e tem habilidade para resolver os conflitos sem precisar de medidas extremas.

Bem informado – Vai a palestras e cursos. Sabe o regimento interno de cor.

Mestre de obras – Adora uma reforma e faz obras mesmo quando não existe uma real necessidade.

Profissional – Não é um membro do condomínio, mas presta um serviço de síndico em troca de um salário que varia de R$ 1,5 mil a R 2,5 mil.

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