A gastronomia da serrana Genny de Ávila Rodrigues foi a manchete de um jornal de Belo Horizonte

A matéria de mais destaque da edição de 06/05/2011 do jornal O Tempo, diário de Belo Horizonte, foi a gastronomia mineira; a foto da capa mostrou as filhas e netas de Genny de Ávila Rodrigues, mineira da histórica cidade do Serro, falecida em dezembro de 2008.

Dona Genny, mãe deste blogueiro, foi uma mineira bem típica de sua geração: interiorana, professora primária, família de estilo tradicional. Cuidava dos afazeres domésticos e cultivava hábitos salutares como a leitura e a gastronomia.

Sua biografia está disponível no meu blog original (http://marcio.avila.blog.uol.com.br), pesquisando pela data de 19/12/2009.

Transcrevo abaixo a matéria d`O Tempo, intitulada “Registros revelam forma de sociabilidade”:

A família da assistente social Telma Rodrigues veio do Serro, uma das cidades mais reconhecidas quando o assunto é culinária mineira. É de lá Dona Lucinha, proprietária do restaurante homônimo que defende esse estilo.

E, se depender também de Telma, os costumes, os ingredientes e as receitas da cidade do Norte de Minas Gerais não deixarão de existir na capital mineira. Ao lado da irmã Vânia, das filhas e das sobrinhas, ela segue cozinhando os preparos que aprendeu com a mãe, Genny Ávila. Tudo está devidamente registrado em um caderno que Genny fez questão de passar a limpo pouco antes de falecer, há dois anos. “Minha mãe aprendeu a cozinhar com a minha avó, que só não anotava muito as suas receitas porque mal sabia escrever. Mas minha mãe não: ela era professora e, quando se aposentou, se dedicou ainda mais à culinária”, conta Telma.

Entre as várias peculiaridades das anotações, chama a atenção a forma escolhida para denominar as receitas. “Hoje, eu vejo as pessoas pegando referências da internet, mas, naquela época, minha mãe usava um método muito mais interessante, que era o de socializar as suas sugestões com as amigas. Acredito que essa era uma forma de se comunicar pela culinária e está tudo registrado, já que cada prato que ela experimentava recebia também o nome da pessoa que passou a receita original. Então, o caderno da minha mãe é cheio de coisas do tipo: Doce de Feijão da minha sogra, Sorvete da Dona Elza”, revela Telma.

Ela também explica que as anotações são fonte diária de consulta para ela. Nos fins de semana, são as primas Patrícia, Paula e Flávia que usam o caderno como referência, pois de lá retiram o modo de fazer biscoitos, tortas doces e bolos com cobertura.

“Minha avó era muito organizada. Ela separou todo o caderno entre receitas doces e salgadas e colocou até mesmo um índice”, conta a filha de Telma, Flávia Rodrigues.

São tantos pratos especiais guardados no manuscrito que Telma nem consegue se lembrar de apenas um mais marcante. O que ela não esquece, contudo, é que a família Rodrigues sempre foi adepta da mesa variada. “Quando minha mãe ia preparar um almoço, eram pelo menos 11 pratos diferentes. Isso sem contar os doces. Esse hábito nós não perdemos”, afirma.”

A bem da verdade, só não concordo com a afirmação de que “a minha avó, que só não anotava muito as suas receitas porque mal sabia escrever”; acho que ela tinha o curso primário completo e escrevia corretamente, com as limitações naturais à sua escolaridade.

Para acesso ao inteiro teor do texto, CliqueAqui.

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