Imigração de paraguaios para o Brasil quintuplica em dois anos

No miolo de uma curiosa matéria sobre babás importadas do Paraguai, o jornal O Estado de São Paulo injetou uma informação interessante: “Na Polícia Federal (…) consta que em 2008 entraram 68.052 paraguaios no Brasil; em 2010, foram 348.704”.

É o outro lado da moeda: o sucesso do Plano Real estabilizou a economia brasileira e tornou o país atrativo para estrangeiros.

Recebe trabalhadores qualificados até de países bem mais adiantados, mas o maior contingente é de trabalhadores sem qualificação, procedentes de países pobres, como Paraguai, Bolívia, Peru.

Nigerianos e angolanos já são vistos com frequência em São Paulo.

Mas o sucesso econômico do Brasil pouco ajudou nos seus problemas sociais, e o desemprego persiste por falta de capacitação profissional.

E nesta situação se encontra a absoluta maioria dos imigrantes, que não resolvem seus problemas e agravam os nossos.

E recrudescem uma discussão que não floresce, que fica nas entrelinhas, subjacente: o controle dos imigrantes.

E o receio da pecha de preconceituoso está cravado na origem da baixa popularidade deste assunto, pois a participação de imigrantes de todo o mundo na formação de nosso país também contribui para a tolerância.

A questão das babás paraguaias, tema central da reportagem que serviu de mote para este texto, se refere a um setor menos complexo, pois existe um mercado de trabalho para elas que não é considerado danoso para a mão de obra local.

A matéria citada destaca três motivos para contratar a babá “importada”, enumerados por uma mãe brasileira não identificada:

1. Como não tem casa em São Paulo, ela dorme na dos patrões. Isso significa que pode, também, ficar acordada caso o bebê caia no berreiro.

2. A paraguaia é menos “roubável” (por outras mães).

3. Por trabalharem também nos fins de semana, as paraguaias evitam para as mães o transtorno de pedir a chamada “folguista” (que rende a “residente”).

Aproveito para destacar a criativa abertura da matéria, um esperto texto assinado por Paulo Sampaio: “Há cerca de duas semanas, quando recebeu do filho Mateus, de 5 anos, uma lembrança trazida da escola, a advogada Renata, de 34, ouviu espantada ele dizer: “Un recuerdo para mamá”. Mateus se tornou “bilíngue” pela convivência com uma babá paraguaia. Renata, três filhos, empregou a estrangeira depois de uma experiência razoavelmente longa e traumática com brasileiras.”.

CliqueAqui para acessar a reportagem “Paraguai ”exporta” babás para SP”.

E (ou) CliqueAqui para outra matéria (da mesma página e mesmo autor) que conta a história do GATB, o Grupo Anti-Terrorismo de Babás. De fina ironia, ficou meia humorística, embora publicada num caderno de noticiário regular.

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