Eleições presidenciais no Peru: a opção é entre o câncer e a Aids

A América Latina não esgota a sua capacidade de produzir líderes populistas.

E os países andinos mais atrasados não esgotam a capacidade de escolher seus piores representantes.

E seguem reféns do atraso.

O Peru é um caso bem característico: o segundo turno das eleições presidenciais será disputado entre o nacionalista de esquerda Ollanta Humala e a direitista Keiko Fujimori.

Keiko é filha de Alberto Fujimori, violento e corrupto ditador entre 1900 e 2000.

Uma semana antes do primeiro turno, o mais ilustre dos peruanos vivos, o prêmio Nobel de literatura Mario Vargas Llosa, disse que uma possível disputa entre ambos seria como “uma escolha entre a Aids e um câncer terminal” (segundo matéria da Agência France Presse, publicada no site UOL Notícias).

Matéria mais recente, da mesma fonte, conta que Llosa declarou que Humala tem uma linguagem abrasileirada — seja lá o que for isso.

Transcrevo esta última, que recebeu o título “Para Vargas Llosa Peru tem duas opções: suicídio ou milagre”:

BARCELONA, 11 Abr 2011 (AFP) – O escritor e Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa afirmou nesta segunda-feira que o Peru tem duas opções: o suicídio ou o milagre, ao ser questionado sobre as eleições presidenciais de domingo em seu país.

Vargas Llosa, que foi candidato à presidência do Peru em 1990, disse que o nacionalista Ollanta Humala, que lidera a apuração dos votos, é (o presidente venezuelano Hugo) “Chávez com uma linguagem abrasileirada; a catástrofe”, segundo o jornal espanhol La Vanguardia.

Sobre a outra candidata, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori, advertiu que “com Keiko (Fujimori), os criminosos e assassinos passariam da prisão ao governo”.

Depois de admitir que a situação política peruana é insólita para um observador da Europa, Vargas Llosa disse que no país “se enfrentam extrema-esquerda e extrema-direita, com um centro dividido em três partidos”.

Depois de explicar que os candidatos de centro, Jorge Castañeda, Pedro Pablo Kuczynski e Alejandro Toledo, “seguiriam com o modelo político, econômico e social que existe”, previu que “os extremos”, Humala e Keiko, são os que colocam o sistema em perigo“.”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: