Só uma Corregedoria atuante derruba o corporativismo e depura as polícias

Quando eu era jovem, me deixei impressionar pela já antiga cultura da tolerância no Brasil.

Já existia a disseminação de sentimentos idealizados como a regeneração de criminosos, a pena alternativa, a supervalorização do perdão e a concessão de novas oportunidades.

A vida foi me ensinando que os defensores de tais ideias fazem o jogo dos criminosos, em detrimento da evolução da sociedade e da qualidade de vida.

Combate ao crime e à corrupção exige firmeza, sem a qual não existe sucesso.

Artigo neste sentido foi publicado n’O Estado de São Paulo de 20/02/2011 sob o título “Rompendo a muralha”, assinado pelo cientista político Guaracy Mingardi, que se apresenta como especialista em segurança pública.

Ele abordou assim a questão do corporativismo: “A imposição do princípio da honestidade numa corporação policial muitas vezes esbarra no esprit de corps, que inclui proteger os colegas dos ataques externos. Essa proteção passa pelo que os americanos chamam de “muralha azul do silêncio”: o policial comum não fala mal de sua instituição ou de outros policiais para gente de fora. Na PM vale a regra de que “paisano é bom, mas tem muito”. O dito demonstra uma visão que separa os indivíduos entre policiais militares e pessoas comuns. Na Polícia Civil o espírito de corpo só não foi posto em palavras. Faz com que o bom policial fique inibido de atuar contra seu colega corrupto, principalmente se a pressão vier de fora.”

E destacou a função da Corregedoria, setor essencial para a depuração das fileiras da área de segurança, especialmente das polícias: “Se o governo do Rio (ou de qualquer outro Estado) quiser avançar no controle da corrupção policial, terá de começar pela reforma da corregedoria, que, além de unificada e sem vínculo corporativo com as polícias, deveria ter um corregedor nomeado pelo governador, com perfil apropriado e autonomia administrativa. Assim, não ficaria preso a questões corporativas. Junto seria bom criar carreiras na própria corregedoria, para que o policial que lá trabalhe não precise voltar às fileiras, a não ser que queira. É uma forma de evitar que fique com medo de voltar a trabalhar ao lado de indivíduos que puniu ou investigou.”

Para acesso ao inteiro teor, CliqueAqui.

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