O Nordeste é a vítima do primeiro apagão de Dilma (que entregou a administração de Furnas para Sarney)

O Partido dos Trabalhadores foi muito duro com o governo FHC quando aconteceu um apagão (2001/2002), ou blecaute, uma grande falta de fornecimento de energia elétrica.

Passou de oposição para situação e enfrentou o mesmo problema no governo Lula.

O caso mais recente, já denominado Apagão do Nordeste, apareceu no início do governo Dilma (que sequer era petista na maior parte do governo FHC).

No dia 04/02/2011, segundo texto do UOL Notícias, “quase toda a região Nordeste do País ficou às escuras a partir das 23h30 (horário local) – 0h30 (horário de Brasília), após um problema em linhas de transmissão locais ainda não identificado”.

O restabelecimento foi paulatino, chegando a quatro horas no Rio Grande do Norte.

Em 29 de outubro de 2009, Dilma ainda era chefe da Casa Civil de Lula e, no programa ‘Bom Dia Ministro’, da estatal EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), declarou: “Nós também temos uma outra certeza de que não vai ter apagão. É que nós, hoje, voltamos a fazer planejamento”.

A entrevista está disponível no YouTube, para acessá-la, CliqueAqui.

Informa o jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo, que “escassos 12 dias depois dessa entrevista de Dilma, o Brasil arrostou o mais disseminado apagão de sua história. Foram desligados da tomada 18 Estados. Ficaram no escuro cerca de 70 milhões de brasileiros”.

Em entrevista coletiva para explicar a ocorrência, Dilma atribuiu a ocorrência a acidentes da natureza.

Foi agressiva com os repórteres que perguntaram por erros de gestão; para acesso à entrevista, CliqueAqui.

O jornalista Josias de Souza informou ainda, no texto intitulado “Em 2009, Dilma dizia que não haveria mais ‘apagão’”, publicado no seu blog em 05/02/2011, que a nova presidente havia prometido uma gestão inteiramente técnica.

Mas um dos primeiros atos presidenciais segue pela linha oposta: Dilma tirou o controle da usina de Furnas das mãos do grupo do deputado Eduardo Cunha e passou para o grupo de José Sarney.

Uma decisão bastante perigosa, pois planejamento estratégico e administração eficiente são indispensáveis para se evitar falhas no fornecimento de energia elétrica.

E o clã Sarney tem décadas de domínio num estado (Maranhão) com reconhecida deficiência tecnológica e de infraestrutura; só tem fartura em escândalos políticos.

A charge de Amarildo foi publicada em torno de 2009 no jornal capixaba A Gazeta.

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