A fragilidade institucional da Argentina recebe mais um golpe com a morte de Kirchner

O jogador argentino Carlito Tévez foi o sucesso do campeonato brasileiro de 2005, conquistado pelo Corinthians, quando foi escolhido como o melhor em atuação no Brasil.

Posteriormente contou, em uma entrevista, que ficou muito receoso quando recebeu a proposta para jogar aqui por causa da histórica rivalidade entre os dois povos; foi até desaconselhado por muitos compatriotas.

Originário das baixas classes sociais, faltou a Tévez a informação de que a tal rivalidade é pura retórica, que há mais semelhanças entre os paises sul-americanos do que entre estes e as nações de outras partes do globo.

Uma das semelhanças é a adoção paternalística-filial de líderes políticos que conseguem eleger parentes e amigos como sucessores, com a intenção de manter as rédeas do poder e voltar posteriormente ao cargo máximo.

Isto explica a expressiva vitória de Dilma Rousseff na primeira disputa político-eleitoral de sua vida, como explicou a eleição da argentina Cristina Kirchner em 2007.

As diferenças entre os dois povos são mais sutis, nos detalhes; algumas apenas em gradação, como uma relação mais apaixonada dos argentinos com os seus ídolos.

Este passionalismo provoca entre os cientistas sociais platinos um receio das consequências da morte do ex-presidente Néstor Kirchner, ocorrida em 27/10/2010, que era o arrimo político da sua esposa e atual presidente(a).

O caderno Aliás, de O Estado de São Paulo, publicou em 31/10/2010 um artigo de Santiago Kovadloff (filósofo, ensaísta e poeta, autor, entre outros livros, de O Silêncio Primordial), originalmente publicado no jornal platino La Nación, do qual destaco o parágrafo de encerramento:

Independentemente de ser a favor ou contra o que Néstor Kirchner realizou e significou, o fato é que o seu desaparecimento é uma desgraça que afeta a nós todos. A fragilidade institucional da Argentina, com sua morte, recebe mais um golpe, e dos mais profundos, desde o retorno do país à vida constitucional. O vazio que Néstor Kirchner deixa é o vazio gerado pelos caudilhos quando se vão. Enquanto governam, aspiram a ser tudo. Quando perdem o poder e, como nesse caso, a vida, não têm ninguém que os represente.

Para acesso ao inteiro teor do artigo, CliqueAqui.

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